segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mensagens de Natal

No Brasil, com esse calorão, Papai Noel deveria ser surfista. Bronzeado, cheio de gírias. Botinhas e roupa de veludo vermelho? Nem pensar... Bermuda, regata e Havaianas.
Rena e Lapônia? Nordeste e jegue!
O Papai Noel jogaria uma pelada e tomaria uma cervejinha!
Desembarcaria de uma pipa.
Na ceia, comeria um tutu de feijão e beberia chimarrão. Talvez pediria um churrasquinho ou uma caipirinha.
Na despedida, depois de distribuir os presentes, daria um tapinha cordial nas costas da meninada e rumaria para uma roda de samba.

Feliz Natal a todas as pessoas!
Que a renovação da paz e da esperança prevaleça na mente e nas ações!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Piccola Stella Senza Cielo (?)

Hoje, nem as palavras me fazem companhia, sejam elas portuguesas ou italianas...


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Leilão Grendacc Jundiaí - 25/11/2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Além do Cidadão Kane

Num claro diálogo com "Cidadão Kane" (EUA, 1941 - dir. Orson Welles), o Channel 4 britânico realizou em 1993 um documentário mostrando o surgimento e ascenção da rede Globo, como um dos maiores conglomerados em comunicação no mundo.

Com uma tônica analítica, o documentário mostra alguns dos principais elementos da programação desta TV, além de mostrar e questionar muitos dos métodos empregados pela rede.


Recentemente, a rede Record do bispo Macedo comprou os direitos de exibição da peça no Brasil, reflexo este da atual guerra por sucesso entre estas redes. Uma pena não haver ainda uma "versão atualizada" deste documentário.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

MOSTRA LUTA! de 21 a 28 de Novembro, no MIS, Campinas


HTTP://MOSTRALUTA.ORG/

PROGRAMAÇÃO GERAL

Após dois meses de seleção dos vídeos inscritos, eis que temos nossa programação! Foram 47 filmes enviados, de diversas partes do Brasil, de norte a sul do país. Para a seleção, levamos em consideração a diversidade de lutas sociais: a luta pela terra, por moradia, das comunidades quilombolas, do movimento negro e sindical, das mulheres, pela diversidade sexual, pelo direito à comunicação, a luta anti-manicomial, contra as opressões e as desigualdades sociais, a luta anti-capitalista. O que lamentamos é não termos todo o tempo que gostaríamos para incluir mais filmes, por isso, caso o seu filme não esteja na programação, ele será incluído nos acervos do Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas e do Coletivo de Comunicadores Populares, podendo ser exibido em outras mostras lutas itinerantes.

21/11
sábado
22/11
domingo
23/11
segunda
24/11
terça
16h às 18h30Mesa de AberturaSessão 1Sessão 9Mesa: Panorama Fotografia e Cinema de Luta
19h30Sessão de AberturaVídeos convidadosSessão 2Sessão 3

25/11
quarta
26/11
quinta
27/11
sexta
28/11
sábado
16h às 18h30Sessão 3Mesa: A criminalizacao dos movimentos sociais pela midia e a construção de mídias popularesMesa: A luta pela comunicacao no BrasilSessão 7
19h30Sessão 4Sessão 5Sessão 6Sessão 8

SESSÂO DE ABERTURA

Linha de montagem (90 min) - O movimento sindical de São Bernardo do Campo entre 1978 e 81, quando se produziram as maiores greves, desafiando a repressão do final da ditadura militar. Debate com a presença do diretor do filme, Renato Tapajós.

Voltar ao topo

SESSÃO 1

Brad, uma noite a mais nas barricadas – (53 min)
Sementes da luta – (14 min)
A Ilusão viaja de Baú e a liberdade de bike – (11min)
Lágrimas de Ogum – (10 min)
O Processo – (8 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 2

Cacunda di Librina (31 min)
As Ruas da Cómedia (30 min)
A Casa dos Mortos (24 min)
51° CONUNE 2009 (10 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 3

Estudo de Cena: o Capital e a Religião - (34 min)
Cerrado de Milhares Maravilhas – (30 min)
Maria do Paraguaçu – (26 min)
Paris a neve e o sal – (7,5min)

Voltar ao topo

SESSÃO 4

Expedito em busca de outros nortes (75 min)
A Luta Continua (12 min)
Maria sem graça (7 min)
Grito dos excluídos 2008 no RJ (3 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 5

Cinema de Quebrada (47 min)
Narrativas da Sé (20 min)
Solidariedade campo-cidade (12 min)
O Caminho da Música (12 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 6

Porque lutamos! Resistência à ditadura militar (55 min)
Mulheres e o Mundo do Trabalho (26 min)
Manifesto contra as monoculturas e o deserto verde (6 min)
Primeiro de maio no RJ (3 min)
Favela Sinistra (3 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 7

Nova Orleans, mardi gras e o furacão Katrina (5,4 min)
Tempo de Pedra (51 min)
Se me deixam sonhar… (curta metragem convidado – 40 min)
O Punk Morreu? (18 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 8

25 anos do MST (58min)
Periferia Ação (33 min)

Voltar ao topo

SESSÃO 9

Zé Pureza (97 min)

Voltar ao topo

SESSÃO DE CONVIDADOS

Caso Shell: O lucro acima da vida (~ 28 min)
1 de Maio – Campinas (5 min)
Última Fronteira (30 min)
Vídeo do Coletivo Anti-Racismo do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região (35 min)
Acampamento Zumbi dos Palmares (MTST) (11 min)
Ato de luta das mulheres feministas (10 min)

Voltar ao topo

MESA DE ABERTURA

“O vídeo popular no Brasil”
Prof. Luiz Fernando Santoro (USP).

Voltar ao topo

DEBATE

“Panorama Fotografia e Cinema de Luta”
Debatedores: Orestes Toledo e João Zinclar.

Voltar ao topo

MESA REDONDA

“Criminalizacao dos Movimentos Sociais pela Mídia e a construção de Mídias populares”
Entidades convidadas: MST, MTST, TVCOT, Flaskô e Identidade.

Voltar ao topo

MESA REDONDA

“A Luta pela Comunicação no Brasil”
Entidades convidadas: Intervozes, Enecos, Rádio MUDA e Abraço.

Voltar ao topo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

RTV Unicamp: Programa Especial Rondon Eirunepé

A TV Unicamp, ao longo deste ano, vem realizando uma série de programas sobre as operações do Projeto Rondon vivenciadas por docentes e alunos desta universidade.

O programa é um espaço para os participantes relatarem essa experiência e as impressões pessoais adquiridas face ao contato com uma realidade sócio-econômica e cultural diferente daquela que eles estão acostumados a vivenciar cotidianamente.

Neste programa, a equipe composta por jornalistas, estudantes e professores da Faculdade de Ciências Médicas e do Instituto de Geociências, fala sobre a experiência vivenciada no município de Eirunepé-AM no início de 2006. Para assistir, clique aqui*.


*É necessário ter o software Real Player instalado em seu computador.

sábado, 31 de outubro de 2009

Clipe difícil de fazer...

Jack Johnson teve este clipe extremanete original, reverso, de Sitting Waiting Wishing.
Imagine ter de fazer tudo ao reverso, em especial, cantar ao reverso...

Aqui vai a versão original:



E aqui a invertida, mostrando os movimentos com mais naturalidade, mas ao mesmo tempo o enorme trabalho em fazer tudo sair perfeito:

terça-feira, 20 de outubro de 2009

4ª Mostra Curta Audiovisual Campinas 2009


Mais informações podem ser obtidas pelo site oficial da Mostra.

Vinheta da Mostra: clique aqui









quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Não vou chutar o balde!

Tenho um compromisso com a minha assiduidade neste blog: se não escrevo, me sinto culpada (:P). Culpada por (acreditar) não ter tempo para isso.
Para fingir que estou mantendo o meu compromisso, escrevo bobagens, - palavras de "desabafo" que, possivelmente, não interessam às outras pessoas, justamente por serem desabafos meus e de mais ninguém... rsrsrs

Então lá vai... :P


Hoje estou com vontade de chutar o balde!
Está chovendo, estou a fim de ir pra casa mas estou na aula, estou morrendo de sono mas sou obrigada a ficar acordada, quero beber cappucino mas tenho dor de estômago... bateu uma canseirinha e o corpo todo dói...
Mas por que não chuto o balde?
Afinal, nem tudo está perdido, rsrsrsrs
É melhor sentir tudo isso e estar satisfeita com o trabalho árduo realizado a me contentar em viver uma vida rasa :P
Meu lema para hoje: coração alegre + fé + trabalho

Beijos

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Programa "Registro Geral" - Expedição Cordilheira Branca 2009

Olá!
Esta postagem é para divulgar mais um programa da Rádio e TV Unicamp no qual eu trabalhei na produção.
É um "Registro Geral - Expedição Cordilheira Branca 2009" sobre dois brasileiros que se aventuraram nas cordilheiras peruanas, em julho deste ano.

Vale a pena conferir as imagens...
Para assistir ao vídeo, basta clicar aqui
(OBS: É necessário ter o Real Player)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hoje é dia de vinho, muito vinho...

FELIZ ANIVERSÁRIO, AMOR!!!
TE AMO
Hoje é dia de vinho, muito vinho...

sábado, 29 de agosto de 2009

Tipologia da Solidão (Pelo menos para mim)

Piccola stella senza cielo” (Luciano Liagbue).

“Sou um rouxinol preso em terra estrangeira e tu és minha gaiola dourada” (Filme “A Cor da Romã”, 1968).

Gosto dessas sentenças. Elas são tipos de solidão.

A primeira constitui-se em uma solidão completa: representa o desamparo, no qual parece não existir a possibilidade de se encontrar um lar ou algo que torne a solidão um tanto menos entristecedora. Já a segunda sugere que há momentos em que, mesmo na solidão, ainda há esperança: no meio do turbilhão – a terra estrangeira – existe ainda a permanência de algo na lembrança – a gaiola dourada – capaz de embelezar a visão e tornar o contexto ao redor menos opressor. Isso me remete a um soldado, em campo de batalha, admirando a fotografia de sua amada.

Gosto também de “But I still haven't found what I'm looking for” (U2) ou “You can go all around the world, trying to find something to do with your life, baby” (Cry Baby, Janis Joplin): são representações de uma solidão misturada à certa inquietação: onde quer que se vá, o que quer que se faça, com quem quer que se esteja, não tem jeito, a solidão permanece e, embora se tente, não se conhece o porquê de tamanha inquietação. Pode ser resumida por meio da famosa pergunta: “O que é que estou fazendo aqui?”.

Existe a solidão camuflada Noi parliamo spesso si, ma è così, siamo soli” (Siamo Soli, Vasco Rossi). É aquela situação em que acontece a conversa entre as pessoas, porém não existe uma compreensão mútua ou uma verdadeira vontade de dialogar. Eu a resumiria da seguinte forma: “Caramba! Parece que estou falando com a parede!”.

Existe também a solidão provocada pela a ausência do ser amado, seja ela representada pelo período entre a despedida e o reencontro, seja ela devido ao fim de um relacionamento: “Diga que é pra ela voltar, que sem ela eu não faço nada bem” (Pra Ela Voltar, Nando Reis) ou “Se perdo te cosa farò? Io non so più restare sola, ti cercherò e piangerò come un bambino che ha paura”(Se perdo te, Patty Pravo), ou ainda, “Oh, if I could pray, and I try, dear, you might come back home, home to me” (Maybe, Janis Joplin). É uma solidão provocada por aquele que ao partir, levou consigo uma parte daquele que ficou.

Não importa a tipo da solidão; o remédio existe! Eu o chamaria de “All you need is love” (Beatles). Bem... Aí, eu poderia esquivar-me da “Tipologia da solidão” para me adentrar, então, na “Tipologia do amor”!

Eu, repórter!

De 20 a 24 de julho de 2009, aconteceu na Unicamp, o 17º Congresso de Leitura do Brasil [mais conhecido com 17º COLE].

Como estagiária na área de projetos da Rádio e TV Unicamp fiquei incubida de realizar a seguinte tarefa: fazer a cobertura das atividades culturais inseridas na programação do evento. Confesso que foi bem divertido! Eu e o Kleber - meu câmera, naquela ocasião - conseguimos registrar oficinas, exposições, etc... Ah! Algo bem interessante: entrevistamos o fundador do Museo Travesti del Peru, que registrou sua participação no COLE não só através de uma exposição de imagens do museu, mas também aproveitou a oportunidade para lançar o livro homônimo.

Bem, deixo aqui o link para compartilhar com vocês o programa Registro Geral - COLE - Atividades Culturais. (Para assistir, é necessário ter o Real Player instalado em seu computador)

Mas bem, não esperem me ver na TV, rsrs. Política interna e formato do programa Registro Geral: não é necessário mostrar a repórter. Mas tenho uma marca registrada: pinta no dedão da mão esquerda. Às vezes, dependendo do enquadramento que a câmera faz da minha mão segurando o mic, ela fica evidenciada.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Festival de Inverno de Vinhedo

A partir desta noite, em Vinhedo-SP, começa o primeiro Festival de Inverno desta cidade. O evento durará até domingo, 30/Agosto, e promete trazer atrações musicais variadas.

Dica: No sábado, Derico (Programa do JÔ) fará um workshop às 14h e uma apresentação musical, às 20h.

Programação:
(Fonte e maiores informações: Prefeitura de Vinhedo)

28/08/2009- Sexta-feira
Memorial do Imigrante

19h30 - Abertura
Grupo de Trompetes Triunfais
* clarinadas
20h - Orquestra Paulistana de Viola Caipira

29/08/2009 - Sábado
Praça Sant'Anna

10h - Instrumental Ômega
*Apresentação de arpa e violão; músicas nacionais e internacionais
14h - Workshop com Derico
16h - Rick & Kelly (infantil)
* Circo teatral que utiliza música ao vivo (charanga) na trilha sonora
18h - Juliano Rodrigues e Banda
*Contrabaixista, apresentará músicas próprias, standard de jazz e MPB
20h - Duo Sciotti, com Derico

30/08/2009 - Domingo
Memorial do Imigrante

16h00 - Rick & Kelly (infantil)
18h00 - Jorge Cirilo Quarteto
*Saxofonista e flautista; apresentação de jazz, chorinho e bossa nova
20h00 - Big Band Unicamp
* Instrumental: repertório eclético que mescla clássicos do jazz, chorinho, samba, bossa nova.

PS: Adorei o banner deste evento!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Como você enxerga o mundo?


Por que nunca fomos incentivados a pensar que o mundo pode ser enxergado desta forma?
Os Estados Unidos e a Europa necessariamente tem que estar situados ao norte do planisfério? E os países subdesenvolvidos, ao sul?

Untitled

Lembro-me que a última vez que postei aqui no blog foi dia 03/Agosto para compartilhar a minha angústia perante um acontecimento no meu meio familiar.
Desde de então, a correria do dia-a-dia tem me afastado dos meus hobbies: escrever aqui no blog, por exemplo. Por falar nisso, deveria não estar aqui agora, rsrs e sim, estar debruçada sobre as 100 páginas de textos recomendados pra a aula de amanhã, na disciplina História Econômica, Política e Social do Brasil. Mas, é exatamente por ter essa obrigação, que eu me rebelo e aqui me reencontro.

Semestre passado foi um período de transição. Em tempos como aquele, foi necessário botar freios, parar e refletir, para poder mudar o rumo de vários aspectos da minha vida: casa, graduação, trabalho, relacionamentos... Apesar da angústia trazida pelas incertezas, o tempo ocioso do qual eu pude desfrutar permitiu um acesso mais intenso ao modo de viver sem pressa, com menos alienação e muitos mais momentos apreciativos e valiosos pela reflexão proporcionada. Por algum tempo, pude viver sem ter que engolir os dias e noites, simplesmente.

É estranho o fato de que agora almejo que o dia tenha bem mais do que 24 horas. Não para dispor de tempo para apreciar as coisas boas e simples da vida: reencontrar os amigos queridos, ir à Casa do Lago, cozinhar, saborear um bom cappucino... Mas sim, para que eu possa realizar todas as minhas obrigações. Olha só que loucura: querer mais do que 24 horas significa querer mais tempo de trabalho, obrigações, preocupações...

PS: Desabafo...

Um pouco de memória musical - Scalla FM

Quando era pequeno, costumava acompanhar meu pai em seu escritório, no centro de Jundiaí, onde passava muitas tardes de sábados e domingos calculando suas estruturas de concreto. Naquele tempo computador ainda não era a maravilha de hoje, e o tempo voava longe.

Para isso, música era fundamental. Meu pai adorava escutar a Scalla FM. Esta emissora, que na época se localizava em São Paulo, hoje anda totalmente descaracterizada, pois não é mais uma emissora com conteúdo exclusivamente instrumental. Um histórico dessa queda está aqui.

Mesmo assim, eu me lembro bem da vinheta da Scalla. Passei anos tentando achar a música, mas nada. Uma vez tinha ouvido do Jô Soares que uma versão da música tinha sido feita pelos Swingle Singers. Assim, tinha adotado isso como verdade em autoria. Mas nessa madrugada achei a música real e original. De 1969 (ano de Woodstock e ainda nos calores efervescentes do maio de 68), o autor Saint-Preux criou o tema Concert pour une voix, acompanhado pela voz de Danielle Licari. Para quem quiser ouvir/relembrar, abaixo segue essa bela canção.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Estrada

Estrada

"Ao longo daquela longínqua estrada
Percorrida por vocês, imigrantes.
No caminho difícil e vencido,
Oh! Quantas vezes até agora
Têm os ipês florescidos?"

Poema da Imperatriz Japonesa Michiko, na Cerimônia de Leitura de Poesia, no ano novo de 1998.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Brasil tentado pelo belicismo americano

Ontem fiquei um tanto pasmo quando vi essa reportagem do Willian Waack no Jornal da Globo. Será que o Brasil vai vender o pré-sal por conta de armamento?


domingo, 9 de agosto de 2009

Meio intelectual, meio de esquerda

Algum tempo atrás recebi um e-mail com a crônica abaixo, de autoria do Antonio Prata. O cara é fenomenal, e realmente bate na mesmice que existe em muitas rodas de universitários pelo Brasil afora...

---

Bar ruim é lindo, bicho!
por Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Epson Stylus C67 - Problema de troca de peças

Nessas férias, quando vim à Jundiaí a impressora que temos, uma Epson Stylus C67, estava indicando a troca de peças. Num bate-papo com quem já teve impressoras Epson descobri que essa mensagem era um indicativo de troca de um feltro da impressora.

Aí fui ver as soluções para o problema... Bom, havia desde o desbloqueio puro e simples da mensagem, ao conserto na autorizada. Preços desde 50 a 300 reais. Pra uma impressora dessa idade, um tanto salgado. Então resolvi eu mesmo consertar o problema, e aqui compartilho a solução com vocês.

1- Para resolver o problema é necessário inicialmente verificar se a impressora está com o feltro cheio de tinta. Portanto abra a impressora. Isso se dá com a remoção de dois parafusos Philips que estão na parte traseira da mesma. Fora isso, há 4 haletas que devem ser abertas COM CUIDADO usando uma chave de fenda. As mesmas estão indicadas com setas ( ^ ) na parte traseira, no meio da impressora (duas dessas) e duas na frente, mas que não são visíveis na carcaça, mas estão indicadas com as mesmas setas na parte inferior da frente da impressora. Levante a tampa com cuidado, e beleza.

2- O "Waste Ink Pad", ou seja, o feltro a ser trocado, se localiza embaixo da impressora, na parte traseira. Ele é encoberto pelo maquinário, mas é visível por trás. Olhe o estado que ele está. Caso esteja (como no meu caso) nem com a metade manchada de preto, mas sim todo branco, remonte a impressora com a tampa e siga com os passos. Caso esteja muito cheio, há de proceder para a lavagem do feltro, com a remoção de tudo que encobre o feltro para ter acesso ao mesmo. Infelizmente não pude lavar o da minha impressora, pois não consegui o service manual da C67, o que complica na desmontagem\re-montagem da mesma. Tem um cara na internet que fez isso com a C42. Então caso não esteja com o feltro muito cheio, siga.

3- Baixe esse programa, e instale.

4- Ao rodar, selecione sua impressora tanto em Installed Printers, quanto em Printer Model. Feche a janela.

5- Ao fechar, aparecerá um ícone do programa junto ao relógio do Windows. Dê um clique com o botão direito do mouse nele e selecione Protection Counter -> Reset Protection Counter.

6- Ao clicar, aparece uma janela perguntando se você substituiu o feltro. Selecione sim (yes), caso o feltro não esteja cheio, ou tenha lavado o mesmo (caso contrário é por sua conta e risco).

7- O contador deve ter sido zerado. Entre em Protection Counter -> Show Current Value. Ele deve ser 0. Caso isso não aconteça, repita o processo.

8- Com o contador em 0, desligue a impressora, e desconecte os cabos dela. Após um minuto religue-os e teste a impressora. A mensagem é para ter sumido.


A questão de zerar o contador sem lavar o feltro, ou mesmo substituir o mesmo, é um paliativo. Por isso se estiver cheio, é recomendável a troca\lavagem. O feltro serve para reter sobras de tinta quando a impressora limpa a cabeça de impressão. O caso é que a C67 desperdiça muita tinta, e ela não pode deixar isso afetar os componentes eletrônicos, por isso o feltro para recolher a tinta que sobra nas cabeças de impressão. Comparativamente com impressoras HP Deskjet, as Epson são notórias "beberronas", sendo esse o motivo de custarem muito menos que as HP. A margem de lucro segue nos cartuchos, e não na impressora. Muito mais interessante, visto que muitos cartuchos serão consumidos ao longo da vida da impressora.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Por um triz...

De repente, o branco-gelo frio do chão da cozinha foi substituído pelo vermelho-sangue quente da cabeça. Pude ver meu pai morrer...

... e ressuscitar...

Por alguns instantes nossos olhares ficaram equalizados em uma frequência que só nós dois pudemos conhecer: seus olhos estatelados se moveram em direção aos meus olhos, já estatelados... enquanto eu temia que a minha fotografia daquele momento de apreensão seria a última imagem que meu pai veria antes de partir, para sempre.

No hospital eu e ele passamos algum tempo conversando sobre a nossa impotência diante de alguns acontecimentos: como é desconfortável ver uma pessoa sadia ficar doente; a angústia trazida pela obrigação de aceitar o fato de não se ter o controle sobre aquilo que não pode ser controlado...

Meu pai dormiu em companhia de minha mãe. Eu fui para casa. Telefonei para o meu namorado e pedi para ele cuidar de si com carinho... (quando sou surpreendida por algum acontecimento grave e triste, fico apreensiva e passo a temer que o mal se alastre para a vida de todos os entes queridos).

Depois de uma noite especialmente não dormida, no sábado pela manhã voltei à cozinha e tentei imaginar um travesseiro grande e macio, capaz de amortecer a queda: tentativa de inventar uma versão mais confortável de uma cena que ainda me angustia, fragiliza e ecoa constantemente em minha memória.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Simonal e suas arte-manhas

Como ando muito ocupado coma viagem da Maíra, não tive muito tempo de parar, e no caso postar aqui. Mas bem, por isso, musiquinha.
Aqui vai, novamente, Wilson Simonal, e toda sua maestria em cantar e reger.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

FEST ARUANDA

Enquanto andava pelos corredores do Instituto de Artes da Unicamp deparei-me com o painel de avisos.
Lá estava este banner:


Para maiores informações, acesse Fest Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Herbert de Perto - 2006(?)

É engraçado ver quando consultado o tag "Herbert de Perto", saem diversos comentários em sites de cinema, porém com mesmo conteúdo e sinopse. No Adoro Cinema : Através de uma série de conversas, o cantor e compositor Herbert Vianna relembra sua trajetória artística na banda Paralamas do Sucesso e o acidente de ultraleve sofrido em 2001, que matou sua esposa Lucy Vianna. Através dos médicos Paulo Niemeyer e Lúcia Willadino é narrada a incrível recuperação do cantor, que esteve à beira da morte.

Isso sucinta algumas coisas, tal como uma pequena avant-premiere onde o filme tenha sido pré-lançado, e apenas um indivíduo tenha assistido. Pois nunca os comentários foram tão sucintos, convergentes, e sem outros comentários de avaliação de usuários na internet.

Digo isso, pois ontem tive o prazer (afinal reiterei ontem a minha grande condição de fã dos Paralamas e seu trabalho) de assistir à estréia do "Herbert de Perto" no II Festival Paulínia de Cinema. Em som e imagens de alta qualidade, foi narrada uma estória particular, mesmo sendo Herbert Vianna uma pessoa pública, onde se tratam os primórdios da Família Vianna, o desenvolvimento de Herbert na música, o início da amizade com Bi Ribeiro, e por conseguinte a formação da banda, a Saída de Vital (que é não mais que citado no filme) e a entrada de João Barone na Bateria, entre outras minúcias.
Foi retratado, por motívos obvios, o evento do acidente com ultraleve no qual Herbert quase morre e perde a esposa. O processo de sua recuperação é contado também.

Isso tudo, porém, é constante nesses diversos sites de cinema, e o google é capaz de mostrar essa mesmice com melhor acurácia. O que não é citado lá, é que nesse filme é retratada grande parte da personalidade de Herbert. Seu amor pela música, a relação com a família (e esta com ele), o carinho da relação com os amigos, e por último, mas mais importante, o grande amor por Lucy (esposa) e seus filhos. É revelada, de forma natural, a sensibilidade dele, sempre permitindo conexões com as músicas que estava produzindo e o momento de sua vida. Isso enriquece tanto o filme, mas também, de maneira primorosa, a dedicação de Herbert Vianna, e também de Bi Ribeiro e João Barone em materializar esses sentimentos em música.

É inegável que nesse texto há tendência. Mas não sou jornalista para ficar pregando imparcialidades, e reitero que para mim, essa visão me soou linda pelo simples fato de confirmar a grande empatia que tinha pelos ideais pregados na música dos Paralamas e pelo Herbert. Mas também por ver que Bi e Barone são grandes companheiros, eliminando nessa banda o mito do front man e seguindo a tendência, elucidada pelo Gilberto Gil de um power trio, onde não só individualidades fazem a diferença, mas sim as singularidades. É um filme para se apreciar. Parabéns extensos a Roberto Berliner e Paulo Bronz, pois é um filme que dá gosto em assistir durante a hora em que se passa, e de se lembrar depois disso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Frase do dia...

"O olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê". (Manoel de Barros)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

II Festival Paulínia de Cinema: Programação

Abaixo seguem informações sobre a programação do II Festival Paulínia de Cinema.
Informações complementares podem ser obtidas no site oficial do evento: http://www.festivalpaulinia.com.br/festival/index.php

As exibições da seleção oficial acontecerão entre os dias 10 e 15 de julho, no Theatro Municipal de Paulínia, com entrada franca, conforme programação a seguir:

Quinta-Feira, 09 de julho (Evento fechado para convidados)
19h00- À Deriva, de Heitor Dhalia

Sexta-feira, 10 de julho
10h30- Apresentação para a Imprensa dos filmes;
14h00- Debate com o diretor e a equipe do filme À Deriva;
16h00- Mostra Paralela - A Mulher Invisível, de Claudio Torres;
18h00- Morte Corporation, curta regional de Leo Castillo;
18h15- Caro Francis, documentário longa-metragem de Nelson Hoineff;
20h00- Vida Vertiginosa, curta metragem de Luiz Carlos Lacerda;
20h15- O Contador de Histórias, longa de Luiz Villaça;


Sábado, 11 de julho
10h00- Debate com as Equipes dos Filmes;
15h00- Debate - Os Desafios da Produção Cinematográfica;
16h00- Mostra Paralela - Divã, de José Alvarenga Jr;
18h00- Prós e Contras, curta regional de Pedro Struchi;
18h15- Mamonas, o Doc, longa documentário de Cláudio Kahns;
20h00- Relicário, curta-metragem de Rafael Gomes;
20h15- Destino, longa de Moacir Goes


Domingo, 12 de julho
10h00- Debate com as Equipes dos Filmes;
15h00- Debate Novas Mídias;
16h00- Mostra Paralela - O Menino da Porteira;
18h00- Quem Será Katlyn?, curta regional de Caue Nunes;
18h15- Sentido à Flor da Pele, longa documentário de Evaldo Mocarzel;
20h00- Doce Amargo, curta-metragem de Rafael Primot;
20h15- Quanto Dura o Amor?, longa de Roberto Moreira


Segunda-feira, 13 de julho
10h00- Debate com as Equipes dos Filmes;
15h00- Debate - Animação: Da Idéia à Realização;
16h00- Mostra Paralela - Linha de Passe;
18h00- Spectaculum, curta regional de Juliano Luccas;
18h15- Moscou, longa documentário de Eduardo Coutinho;
20h00- Milímetros, curta-metragem de Érico Rassi;
20h15- No Meu Lugar, longa de Eduardo Valente


Terça-feira, 14 de julho
10h00- Debate com as Equipes dos Filmes;
15h00- Debate - Mecanismos de Financiamento;
16h00- Mostra Paralela - Ensaio Sobre a Cegueira;
18h00- A Máquina do Tempo, curta regional de Marcos Craveiro;
18h15- Só dez por cento é mentira, longa documentário de Pedro Cesar;
20h00- Nesta data querida, curta-metragem de Julia Rezende;
20h15- Olhos Azuis, de José Joffily


Quarta-feira, 15 de julho
10h00- Debate com as Equipes dos Filmes;
15h00- Debate - Perspectivas do Mercado Cinematográfico;
16h00- Mostra Paralela - Se Eu Fosse Você 2;
18h00- Capoeira, curta regional de Matheus Oliveira;
18h15- Herbert de Perto, documentário de Roberto Berliner e Pedro Bronz;
20h00- Timing, curta-metragem de Amir Admoni;
20h15- Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo


Quinta-feira, 16 de julho (Evento fechado para convidados)
10h00 -Debate com as Equipes dos Filmes;
19h00 -Cerimônia de Encerramento;

Homenagem ao Diretor Daniel Filho;

Tempo de Paz, longa-metragem de Daniel Filho;

Entrega dos Prêmios do II Festival Paulínia de Cinema;
23h00 -Show de Encerramento com Os Paralamas do Sucesso


Sexta-feira, 17 de julho (Gratuito)
21h00 -Show com Os Paralamas do Sucesso (Sambódromo)

Férias...

Final de mais um semestre. Férias (?) ...

Desde março, ao iniciar o meu quarto ano na Unicamp – por opção, por falta de identificação de valores, pelo afastamento dos meus ideais de estilo de vida, por falta de tesão, consequentemente e, também, por rebelião – tirei férias eternas do curso de graduação em geologia. Confesso que, antes de tomar essa decisão, passei alguns meses sentindo-me um tanto endividada perante a sociedade: a geologia é um curso bastante custoso para o Estado e por mais de três anos eu vinha usufruindo de seus recursos e não poderia, futuramente, retribuir de forma justa algo à sociedade através de meu trabalho nessa profissão.

Um amigo, respaldando-se nos talentos de Leonardo Da Vinci, perguntou-me se nós temos que, obrigatoriamente, fazer opções referentes às carreiras acadêmica e profissional...

Infelizmente sim! A polivalência advém de tempo destinado a se exercitar as diferentes áreas de conhecimento. Tempo custa caro; eu sou pobre... Além disso, parece que os meus possíveis mecenas bateram as botas antes que eu nascesse.

Para mim, é difícil conciliar o que eu gosto de fazer com a obrigatoriedade de se produzir dinheiro. Essa é uma condição impositiva/ditatorial porque, se eu não o possuo, estou excluída automaticamente.

A possibilidade de uma carreira internacional e um alto salário – alto, quando comparado ao padrão brasileiro – eram os dois motivos principais que me mantiveram – às duras penas, verdade! – na geologia. Por meio da construção de um novo olhar, sempre direcionado à sinceridade, comecei a me perguntar se dinheiro é mais importante que felicidade e vice-versa... e, se no caminho que eu estava percorrendo, eu poderia obter ambos simultaneamente.

Romântica? A minha prioridade é ser feliz... Ingênua?

Ter coragem é pré-requisito básico para se efetuar as mudanças que são necessárias; acertar na escolha é 100% garantido quando se ouve o coração. Frases clichês, né? A partir do momento em que me dei a permissão de viver com mais intensidade e de forma mais verdadeira, condizente com minhas aspirações, passei a adquirir um poder de realização imensurável.

Após as férias acadêmicas de julho, reingressarei no curso de geografia e, paralelamente, iniciarei o curso de midialogia. Para mim isso soa como uma mistura refinada de conteúdo e técnica, respaldados reciprocamente. É certo que, por falta de tempo e de apoio financeiro – por falta de talento também, sinceramente! – não poderei, dia algum, ser tão polivalente quanto Da Vinci – até porque seria demasiada pretensão da minha parte supor que eu o poderia. Porém, já posso experimentar a gratidão de estar livre para tomar as rédeas da minha vida e poder contribuir, de maneira mais incisiva, com a sociedade. Sendo assim, realizei que, para esta, o prejuízo foi menor por eu abortar o curso de geologia no quarto ano a me graduar e não exercer a profissão – ou pior, exercê-la de forma pouco contributiva.

Desejo ótimas férias acadêmicas aos amigos universitários.
Registro meus agradecimentos ao Ri e amigos, pelo apoio que me deram durante a fase de transição!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

César Nunes fala em ética nos cinco anos da Ouvidoria do HC

Em matéria publicada no Portal da Unicamp, César Nunes fala em ética nos cinco anos da Ouvidoria do HC, durante o evento comemorativo ocorrido ontem, 30 de junho.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Parabéns à Ouvidoria do Hospital de Clínicas da Unicamp

A Ouvidoria do Hospital de Clínicas da Unicamp comemora neste mês de junho, 5 anos de existência. Este espaço tem por objetivo cumprir a uma exigência da Política Nacional de Humanização, PNH, do Ministério da Saúde, em relação à atenção hospitalar. Ao longo desse período, esta ouvidoria solidificou-se como um canal de comunicação imparcial e democrático entre pacientes, funcionários e gestores, fato que tem permitido a realização de melhorias no funcionamento e na prestação de serviços desse hospital.

Através desta postagem, proponho-me a testemunhar a favor desta Ouvidoria pois, apesar do curto período de tempo em que estagiei nesse espaço, pude observar a sua importância perante à sociedade e a forma de como as funções atribuídas a ele são realizadas.

Diariamente, diversos usuários (paciente, familiares de paciente, funcionários) chegam com seus elogios, solicitações e reclamações, sendo estas últimas o motivo mais freqüente que os encaminham à Ouvidoria. Esta, intermedeia, de forma democrática e imparcial, os processos correntes entre as partes envolvidas.

Os processos são formados pelas seguintes etapas:
1) a ouvidora registra a demanda do usuário;
2) é feita uma análise imparcial do caso;
3) a demanda é encaminhada à chefia do setor;
4) a ouvidoria recebe a resposta referente à demanda e
5) uma devolutiva é rapassada ao usuário.

O aspecto mais interessante desse processo consiste no fato de que cada demanda é identificada por um número. O usuário obtém esse número e por meio dele pode acompanhar o desenrolar de seu apontamento.

Por eu prezar por uma conduta ética e sigilosa, infelizmente não posso compartilhar
os casos que presenciei.

Presto minhas homenagens à Equipe da Ouvidoria: Mirian, Maria Amélia, Rogério, Railda, Thaís e estagiários que, com prontidão, respeito, competência e carinho, conseguem realizar de forma admirável e humanizada o trabalho que lhes é proposto.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Os Filhos" em "O Profeta", de Khalil Gibran

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porquê eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força,
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria;
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

II Festival Paulínia de Cinema / Encerramento com show dos Paralamas do Sucesso

Site Oficial do II Festival Paulínia de Cinema

II Festival Paulínia de Cinema divulga filmes selecionados
À Deriva, de Heitor Dhalia, é o filme de abertura (dia 9) e Tempos de Paz, de Daniel Filho, encerra o festival no dia 16
Fonte: Paulínia News

Os filmes selecionados para a II Festival Paulínia de Cinema, que acontece no período de 09 a 16 de julho, já estão definidos. A Comissão organizadora do Festival, formada pelo Secretário de Cultura Emerson Alves, pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e pelo produtor Ivan Melo, divulgou os filmes selecionados.

A Seleção Oficial do II Festival Paulínia de Cinema vai exibir um total de 26 filmes sendo 12 longas (seis de ficção e seis documentários) e 12 filmes de curta-metragem, sendo seis deles da região do Polo Cinematográfico de Paulínia.

O Festival recebeu um total de 221 inscrições, sendo 26 longas de ficção, 32 documentários em longa metragem, 127 curtas nacionais e ainda 36 curtas regionais.

Os filmes que concorrem a prêmios de 650 mil reais serão exibidos entre os dias 10 e 15 de julho, no Theatro Municipal de Paulínia. No encerramento, depois da exibição de “Tempos de paz” , serão entregues os prêmios do festival e, após a cerimônia de premiação, os convidados poderão ainda assistir ao show da Banda Os Paralamas do Sucesso.

De 10 a 15 , sempre às 16 horas, no Theatro Municipal de Paulínia, acontece ainda, dentro da programação oficial do Festival, a Mostra Paralela, a exibição de seis longas de sucesso lançados comercialmente no período que compreende julho de 2008 a junho de 2009. A entrada é franca.

Antes das exibições dos filmes da Seleção Oficial, o festival homenageia os grandes destaques do ano, entre eles Lilian Cabral, Sandra Corveloni, Claudio Torres, Toni Ramos, Gloria Pires e Cesar Charlone.

Para a população da cidade a grande novidade é a IV Mostra Paulínia de Cinema, que a partir deste ano acontece paralelamente à programação do Festival. Com uma programação que visa principalmente à formação de público, a Secretaria de Cultura vai instalar telas de cinema montadas ao ar livre em cinco bairros da cidade, onde serão exibidos 10 grandes sucessos da Globo Filmes, uma homenagem aos 10 anos da distribuidora Carioca.
Filmes da Seleção Oficial do Festival, assim como das mostras paralelas e ainda da IV Mostra Paulínia de Cinema:

Longas de ficção

1 - O Contador de histórias, de Luiz Villaça - SP
2 - Destino, de Moacyr Góes - RJ
3 - Enquanto Dura o Amor, de Roberto Moreira - SP
4 - No Meu Lugar, de Eduardo Valente -RJ
5 - Olhos azuis, de José Joffily - RJ
6 - Antes que o mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo - RS

Documentários

1 - Caro Francis, de Nelson Hoineff - RJ
2 - Mamonas o Doc., de Claudio Kans - SP
3 - Sentido à Flor da Pele, de Evaldo Mocarzel - SP
4 - Moscou, de Eduardo Coutinho - RJ
5 - Só Dez Por Cento é Mentira, de Pedro César - RJ
6 - Herbert de Perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz - RJ

Curtas brasileiros

1 - Vida Vertiginosa, de Luiz Carlos Lacerda - RJ
2 - Relicário, de Rafael Gomes - SP
3 - Doce Amargo, de Rafael Primot -SP
4 - Milímetros, de Erico Rassi - SP
5 - Nessa Data Querida, de Julia Rezende - RJ
6 - Timing, de Amir Admoni - SP

Curtas Regionais

1 - Morte Corporation, de Léo de Castillo
2 - Prós e Contras, de Pedro Struchi
3 - Quem Será Katlyn?, de Caue Nunes
4 - Spectaculum, de Julliano Lucas
5 - A Máquina do Tempo, de Marcos Craveiro
6 - Capoeira, de Matheus Oliveira

Mostra Paralela

1 - A Mulher Invisível, de Claudio Torres
2 - Divã, de José Alvarenga Jr.
3 - O Menino da Porteira, de Jeremias Moreira
4 - Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas
5 - Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles
6 - Se eu Fosse Você 2, de Daniel Filho

IV Mostra Paulínia de Cinema

1 - SANEAMENTO BASICO, O FILME, de Jorge Furtado
2 - O AUTO DA COMPADECIDA, de Guel Arraes
3 - TAINA 2 – A Aventura Continua, de Mauro Lima
4 - LISBELA E O PRISIONEIRO, de Guel Arraes
5 - MARIA, MAE DO FILHO DE DEUS, de Moacyr Góes
6 - CARAMURU, de Guel Arraes
7 - O HOMEM QUE COPIAVA, de Jorge Furtado
8 - O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FERIAS, de Cao Hamburger
9 - O PAI, O, de Monique Gardenberg
10 - SE EU FOSSE VOCE, de Daniel Filho

Prêmios - O Festival distribuirá, por meio de sua premiação oficial, um total de R$ 650 mil aos vencedores, para as diversas categorias, como segue:

Filmes de longa metragem

Categoria / Valores
Melhor Filme ficção - R$ 60.000
Melhor Documentário - 35.000
Melhor Diretor ficção - 30.000
Melhor Diretor Documentário - 25.000
Melhor Ator - 25.000
Melhor Atriz - 25.000
Melhor Ator coadjuvante - 15.000
Melhor Atriz coadjuvante - 15.000
Melhor Roteiro - 15.000
Melhor Fotografia - 15.000
Melhor Montagem - 15.000
Melhor Som - 15.000
Melhor Direção de arte - 15.000
Melhor Trilha Sonora - 15.000
Melhor Figurino - 15.000
Especial Júri - 30.000

Filme de curta-metragem - Nacional

Melhor filme Nacional - 20.000
Melhor Direção - 15.000
Melhor ator - 8.000
Melhor atriz - 8.000
Melhor Roteiro - 8.000
Melhor Fotografia - 8.000
Melhor Montagem - 8.000

Filme de curta-metragem - Regional

Melhor filme - 20.000
Melhor Direção - 15.000
Melhor ator - 8.000
Melhor atriz - 8.000
Melhor Roteiro - 8.000
Melhor Fotografia - 8.000
Melhor Montagem - 8.000

Júri Popular

Melhor longa ficção - 30.000
Melhor documentário - 20.000
Melhor curta metragem nacional - 10.000
Melhor curta-metragem regional - 10.000

Concurso de Roteiros

Além da premiação dos filmes, o II Festival Paulínia de Cinema premiará um roteiro inédito com R$ 45 mil. Foram recebidos mais de 80 roteiros que serão avaliados por um Júri formado pelo cineasta Djalma Limonji Batista, pelo jornalista e dramaturgo Sergio Roveri e pela Dramaturga e Script Doctor Christiane Riera. Esse prêmio será anunciado na cerimônia de encerramento do Festival.

Atividades paralelas

- Debates
- Seminários
- Feira de Mercado
- Realização do II Encontro Roteiro em Questão.
- Lançamento de livros e dvds

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Paralamas do Sucesso - Tendo a Lua

Às vezes, me sinto assim...

---



Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Enfim... Hoje é o Dia do Batizado

Hoje, exatamente às 14h30min, dei início, de forma um tanto mais oficial, à minha carreira de Jornalista! Posso falar assim, né? Ainda mais agora, que estou legitimada pela decisão do STF, anunciada nesta última quarta-feira.
Talvez os amigos que ontem me cumprimentaram de forma jocosa, (rsrs) hoje possam saber que, de agora em diante, não só tenho sentimento e me auto-denomino jornalista mas, como também, passo a exercer, de maneira mais atuante, a profissão! Sem diploma, é claro...

Meus agradecimentos a RTV UNICAMP, ao Prof Paiva e aos amigos especiais: Ri, Mayra, Fabi, Cris e Wellington, os quais sempre me deram apoio.

Panfletagens - Eventos no "Espaço Cultural Casa do Lago"


Para consultar a programação completa dos eventos divulgados abaixo, basta clicar no link
Espaço Cultural Casa do Lago

23/06 - Terça - A partir das 18h30 Apresentação dos melhores vídeos do Festival do Minuto e curta-metragens durante toda a Noite!


Direção e roteiro: Alan MinasSinopse: O filme revela o drama de pais e filhos que tiveram seus elos rompidos por uma separação conjugal mal conduzida, vítimas da Alienação Parental. Os pais testemunham seus sentimentos diante da distância, de anos de afastamento de seus filhos. Os filhos que na infância sofreram com esse tipo de abuso, revelam de forma contundente como a AP interferiu em suas formações, em seus relacionamentos sociais e, sobretudo, na relação com o genitor alienado. O filme também apresenta profissionais de direito, psicologia e serviço social que discorrem sobre as causas, condições e soluções da questão.


Mostra ‘Curta Campinas’ 2009
Festival de Curta-Metragens

27/06 a 03/07
27/06 - 14h - Abertura









quinta-feira, 18 de junho de 2009

STF e o fim da exigência de diploma para ser Jornalista


Rio, 40 graus

Nelson Pereira dos Santos dirigiu em 1956 o filme "Rio, 40 graus". O filme possui uma proposta independente, buscando tratar de uma temática brasileira, mas não da maneira que os projetos da Vera Cruz se pautavam, com altos orçamentos e uma temática que não fosse exclusivamente brasileira, mas sim exibir\discutir alguns dos problemas sociais brasileiros, com um orçamento adequado ao mercado de distribuição ao qual seria inserido.

O filme se inicia com seis jovens da favela do Cabuçu organizando uma saída para trabalhar com vendas de amendoim torrado. O objetivo, além do sustento deles, é ganhar dinheiro para a compra de uma bola de futebol. Eles se dividem em diversas partes da cidade onde a classe média e média-alta se situam, para tentar melhores chances de sucesso nas vendas. Nisto as estórias se separam, mostrando diversos tipos sociais, tais como políticos, malandros, exploradores de trabalho infantil, estrangeiros, militares de baixa patente, migrantes, "alpinistas sociais", pessoas do mundo do futebol, elites sociais da zona sul do Rio, dentre outros. Grande parte da "independência" do filme é mostrar as inter-relações desses tipos sociais e tentar elucidar alguns dos porquês da manutenção das diferenças sociais entre eles. Os personagens do "núcleo Cabuçu" constituem o amálgama das diversas estórias apresentadas, no sentido de que o contexto de sua busca por dinheiro apresenta suas relações com as diversas partes da cidade do Rio de Janeiro, e também com os que ali estão, permitindo o desenvolvimento de estórias secundárias, para ser possível um panorama sobre a sociedade desta cidade.

Em aspectos de estilo, o filme faz bom uso da linguagem cinematográfica, mas sem preciosismos como uso excessivo de travelings e panorâmicas. Na narrativa há pouco uso de planos-detalhe, mesmo em diálogos, visando maior praticidade nas gravações. Num todo, há uma tendência de uso de planos estáticos, mesmo evitando uso de zoom-in\out. A maioria das cenas é gravada em externa diurna, com predominante (quase exclusivo) uso de locações. A utilização de montagem paralela é o que garante grande parte do sucesso da trama, pois permite que várias estórias sejam contadas ao mesmo tempo. Além disso a trama estabelece uma elipse, pois o filme começa com a diáspora na favela, e encerra com o retorno dos garotos à mesma, passando claramente uma sensação de cotidiano e de continuidade das situações. O uso de trilha sonora na construção dramática é, de certa maneira, pouco utilizado (se comparado aos filmes da Vera Cruz), mas possui destaque em alguns momentos, tal como na abertura do filme e na seqüência final, com o encontro das escolas de samba. Na abertura do filme também se destaca o traveling de helicóptero, que mesmo com a trepidação da câmera, cumpre bem a função de mostrar um plano geral das locações da estória, aumentando a coesão da mesma, e realçando a beleza geral da cidade.

Em suma, é possível afirmar que Nelson Pereira dos Santos conseguiu montar uma estória ficcional com grande apoio na realidade, mas não só para buscar verossimilhança e\ou as belezas do Brasil, mas sim para evidenciar, de maneira acessível e pouco enfadonha os problemas da cidade do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Entrevista minha na Rádio UFSCar

Olá pessoas!

Semana passada estive na Rádio UFSCar conversando com o estimado Hélvio Tamoio, sobre a PISCAR, coletivo do qual faço parte, que foca seus trabalhos em produção audiovisual.

O link é esse aqui.

Abraços!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sonho que vira realidade

Às vezes as pessoas podem ir mais longe que elas e a sociedade pensam, imaginam, etc...

Um caso disso é o longa metragem "Apenas o Fim". Lançado com frisson na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é um exelente exemplo de trabalho em grupo, atitude e, por que não, vanguarda.

Assisti no último sábado e adorei as risadas que me roubaram. Um único ponto ruim é que a linguagem e formato deste são direcionados para a geração dos anos 90 em diante... Mas só isso. :)



sábado, 13 de junho de 2009

Onde está o seu lar?

A tartaruga tem sua casa própria: seu próprio casco.

Por analogia, eu também teria minha casa própria, inseparável de mim: meu corpo, minha mente, minha alma... (repletos de vontades, sonhos e sentimentos).

Essa percepção tornou-se um tanto mais evidente hoje à tarde: em meio ao tumulto causado pela a multidão que descia do ônibus, um cara, involuntariamente, pisou no meu pé e acabou por debilitar ainda mais o meu dedão esquerdo que já se encontrava machucado. Naquele momento, senti-me agredida e uma dor aguda arrancou minhas lágrimas. Pareceu-me que o chão da minha casa havia sucumbido assim como os telhados das casas dos Três Porquinhos sucumbem diante da ação do Lobo-Mau. Por alguns instantes senti-me desabrigada...

Há algum tempo tenho refletido o que é ter um lar, se eu o tenho e, se sim, onde ele estaria localizado – perguntas e respostas difíceis.

A relação entre o lar e o seu morador funciona apenas quando ela possui traços marcantes de reciprocidade: por um lado, cabe ao lar oferecer abrigo, proteção, segurança, acolhimento, aconchego, liberdade e conforto ao seu morador. Por outro lado, espera-se que o morador perceba essas vocações e se sinta abrigado, protegido, seguro, acolhido, aconchegado, liberto, confortável e, o mais importante, identificado com seu lar. Se isso não acontecer plenamente, existe habitação, não lar.

Viajando de Campinas para Nova Odessa, as minhas reflexões ainda permaneceram ao longo de todo o trajeto, tornando-se mais aguçados pela noite fria e chuvosa – contexto propício a conduzir-me a querer chegar logo em casa, para tomar um banho, me aquecer e tomar uma xícara de chocolate quente, pois cappucino costuma causar-me insônia.

Viajei sentada ao fundo do ônibus, em frente à porta de saída. Comecei a perceber que o lar não está obrigatoriamente associado à edificação: à minha direita, alguns bancos mais à frente, uma jovem mãe abrigava em seu colo a sua criança, dando a ela amor, carinho e aconchego. Por meio desses gestos, o menininho encontrou o seu lar no corpo de sua mãe.

Três bancos a minha frente, um casal de namorados viajou abraçado, trocando beijos e carinhos ao longo de todo o percurso. Olhavam-se nos olhos e pareciam reciprocamente aconchegados. Tive vontade de tirar uma foto dessa cena – minha câmera estava na minha bolsa, mas não fui suficientemente audaciosa para alcançá-la e disparar um click, mesmo que o fizesse sem que o casal percebesse a minha ação. Essa cena lembrou-me de minhas segundas-feiras, quando eu e o Ri viajamos de Jundiaí a Campinas, e de nossos finais de semana passados juntos. Pode ser que seja em companhia dele que encontro um dos meus possíveis lares: o Ri me abriga, protege, acolhe, aconchega e conforta através de seu olhar único – ele possui a coloração mais surpreendente –, de seu amor, de sua predisposição ao diálogo, de sua iniciativa em me aconchegar junto ao seu peito... (- Vieni qua, amore mio!)

A verdade é que eu não possuo um único lar e, é por isso, que necessito descobrir onde estão localizados os meus outros lares possíveis. Desta forma, passo agora a me perguntar: ONDE “eu gosto de saborear um bom vinho tinto ou um cappucino?”; “gostaria de estar quando eu me sentir triste ou alegre?”; “choro desmedidamente?”; “encontro a minha família?”; “gosto de estudar italiano?”; “sinto-me à vontade para reunir meus amigos?”; “tomo banho despreocupadamente?”; “sento-me para ler ou escrever?”; “guardo meus objetos pessoais?”; “uso o telefone com privacidade?”; “tenho a chave da porta?”; “está localizada a minha cama?”; “sinto-me inspirada a fazer bolo de maçã com canela?”; “posso ficar de camisola?”; “deito e coloco os pés no sofá?”; “posso sair de toalha do banho?”...

Infinitos questionamentos como esses, se respondidos em conjunto poderiam, talvez, remeter-me ao meu lar. Talvez o local que acomodasse a maioria das respostas às questões poderia ser o meu lar. Onde está o meu lar? Tenho fragmentos espalhados de lar que, se pudessem ser ajuntados, provavelmente, não formariam um lar completo. Mas será que cada fragmento desses, por si só, já não seria uma parte completa do lar?

"Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" - Comentários

Os comentários a seguir são tecidos sob a percepção de uma mera espectadora. De maneira alguma, intenciona-se aqui fazer uma crítica de cinema – até porque não tenho méritos para isso. Esse comentário é o resultado de um exercício proposto em uma das aulas do curso livre “Cinema e... Redação”, ministrado por Fátima Gigliotti, na Cenapec [1]. O tema da aula em questão era conseguir perceber a voz própria do autor, seja ela falada ou escrita, seu desenvolvimento, manifestação e recepção.


O ato de contar histórias – sejam elas verídicas, inventadas ou uma mistura de ambos os aspectos; baseadas na própria vivência ou nas experiências alheias – faz parte do cotidiano das pessoas e isso ocorre devido à necessidade intrínseca ao ser humano de se comunicar e de se desenvolver como um ser social. Evidentemente, cada pessoa pratica esse ato de forma particular e subjetiva: umas utilizam-se mais da realidade, outras, da fantasia e criatividade.

Como não poderia deixar de ser, é para atender a essas necessidades que eu também conto histórias! Esse ato – não só para mim, mas para todas as pessoas, acredito eu – dá-se principalmente através da fala. Porém, é através da escrita que consigo não só escolher a melhor palavra como também encontrar o melhor encadeamento das frases esperando, assim, construir uma comunicação mais eficiente. Nas minhas histórias, escolho a realidade em detrimento da fantasia mas, nem por isso, elas são isentas de um olhar subjetivo. Essa é a forma de desenvolvimento e de manifestação da minha voz própria.

E o “(...) encontrar a própria voz como escritor significa (...) sentir-se inteiramente livre dentro da própria pele. É uma grandiosa libertação. No entanto, a única maneira de se chegar a isso é por meio de minuciosa (...) atenção aos detalhes [2]: ‘Uma frase nasce para o mundo ao mesmo tempo boa e ruim. O segredo está em uma ligeira e quase imperceptível torção ...’”[3].

A voz própria também se manifesta através da palavra falada e, por isso, como poderíamos identificar a voz própria de Edward Bloom, ao ouvi-lo contar suas histórias?

Para Edward Bloom, protagonista do filme Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, a prática de contar histórias é algo muito além da necessidade de relatar um acontecimento: Edward apóia-se na fantasia em detrimento da realidade e, dessa forma, consegue não só recriar o acontecimento sob seu ponto de vista particular, como também busca manipulá-lo com a intenção de o fazer adquirir uma conotação heróica, excêntrica, excepcional... Livrando-o, assim, da banalidade.

É lógico pensar que para cada voz deve existir um modo de como o ouvinte aprende a escutar essa voz e reagir a ela [4]. Logo, é possível observar que no filme cada ente da família de Edward “ouve” as histórias e “reage” a elas de forma subjetiva: Will Bloom, filho de Edward, acredita que o pai não consegue suportar a realidade entediante que o cerca. Para Josephine, nora do protagonista, o sogro apenas possui uma visão romântica dos acontecimentos. Já Sandra, a esposa de Edward, sabe que as histórias, embora pareçam, não são totalmente inventadas.

Para mim, Edward se permite ter um olhar poético sobre a sua própria vida. Quando era garoto, adquiriu esse privilégio no momento em que a bruxa lhe mostra, através de seu olho mágico, quando e como ele morreria. Resolvido esse questionamento – fonte de grandes angústias e amarras para a maioria dos seres humanos – ocorreu a sua libertação. Alforriado dessa angústia, o protagonista pôde viver intensamente e com grande liberdade suas experiências. É somente por usufruir dessa liberdade que Edward encontra, desenvolve e manifesta a sua voz própria da maneira que a reconhecemos no filme.

Notas

1. Cenapec – Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais/ Biblioteca Adir Gigliotti é uma associação cultural sem fins lucrativos, reconhecida como de Utilidade Pública pela Prefeitura de Campinas e Ponto de Cultura Nacional. Sediada em Campinas, Rua São Salvador, 301, Taquaral, www.cenapec.org.br.

2. A. Alvarez. A Voz do Escritor. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2006, p. 45.

3. Babel, citado em A. Alvarez. A Voz do Escritor. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2006, pp. 45-46.

4. A. Alvarez. A Voz do Escritor. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2006, p. 9.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

"A Última Crônica", por Fernando Sabino

Uma amiga perguntou se eu já havia lido essa crônica. Respondi que não. Curiosa, tratei de ler. Quero postá-la aqui porque gostaria de, assim como Sabino, ter presenciado o sorriso daquele pai! Pois, cada vez mais, acredito que a felicidade existe em manifestações simples, ao passo que, grandes eventos e palavras adocicadas, muitas vezes, nada mais são que resultados de manipulações inteligentes.

A ÚLTIMA CRÔNICA
(por Fernando Sabino, publicada no livro A Companheira de Viagem, 1965)

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Mímica do Star Wars



Pros que gostam de sonoplastia :)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"O Encontro": Curta metragem proibido de Claude Lelouch

Repassando esse curta que recebi por e-mail. Realmente impressionante a audácia do piloto. É um belo plano-sequência, sem neunhum efeito de aceleração de imagens.

---

Prenda a respiração e passeie por Paris a mais de 300 km/h !
Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse. O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur.

Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.

O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 324 km por hora em certos momentos.O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.

140 Km são transponíveis? Depende...

“Apenas” 140 Km separam São Carlos de Nova Odessa. Antigamente, essa distância poderia parecer imensa, pois os meios de comunicação não tinham a disseminação, eficiência e rapidez que têm – ou que supostamente deveriam ter – hoje: o telefone – nem estou falando de celular – era artigo de luxo e uma ligação custava caríssimo; cartas demoravam vários dias até chegarem a seu destino. Internet? Imagina... As pessoas nem mesmo concebiam a idéia do que poderia ser isso, muito menos que chegariam a ser inventados MSN, Gtalk, Skype, etc... e que, através desses canais, elas poderiam conversar, em tempo real – e a baixo custo – mesmo que estivessem separadas por montanhas, oceanos, continentes...

Porém, é lamentável quando, apesar de toda a tecnologia envolvida no seu desenvolvimento, esses meios falham e simplesmente não funcionam. Falo especificamente do Claro 3G que, na minha concepção, é uma porcaria de produto e deve ser melhorado em muitos aspectos: seja dia ou noite, faça chuva ou faça sol, céu estrelado ou céu encoberto, ele é totalmente instável e falha em sua principal função: facilitar a comunicação!

O fato de a conexão pelo Claro 3G não ser satisfatória dificulta bastante a nossa comunicação, pois provoca instabilidade no Skype – esse é um dos principais meios que eu e o Ri costumamos utilizar para conversarmos quando não estamos juntos. Durante as nossas conversas, as frases mais freqüentes costumam ser: “Amor, você está me ouvindo?”; “Amor, não consigo te ouvir!”; “Amor, as palavras estão cortadas!”; “Amor, as frases estão chegando com atraso!” ou “Amor, as frases estão chegando aceleradas!”; “Amor, você pode repetir o que acabou de dizer?”; “Amor, liga novamente para ver se as coisas melhoram!”...


O pior é quando nos “conformamos” e chegamos a dizer: “Pelo menos, não estamos gastando com ligações interurbanas!”; “Na lan house não há privacidade”; “Os nossos celulares têm DDD diferentes!”; “Lembre-se das dificuldades dos casais de antigamente!”...


Infelizmente, ontem à noite, senti que São Carlos e Nova Odessa estavam em planetas diferentes e que os 140 Km, “apenas”, que separam as duas cidades tornaram-se intransponíveis, já que nunca nos pareceu tão difícil travar uma conversa e, nunca antes, tivemos que repetir, com tamanha freqüência, as frases exemplificadas acima. Sentimos vontade de “jogar fora” o Claro 3G e, por conta desse transtorno, a única – e, economicamente, quase inviável – opção foi ele pegar o Tim 11 dele e ligar para mim, no meu Claro 19.

Resultado: conseguimos nos falar por, míseros, 60 segundos e, apesar de tudo, ainda tivemos tempo e oportunidade para um dizer ao outro: “Eu te amo!”.

Cena Inusitada...

As cenas cotidianas do trânsito costumam ser conteúdos banalizados de violência, desrespeito, impaciência, imprudência, falta de educação... e, por isso que, diante desse contexto, é fácil surpreender-se pelas cenas nobres que, inusitadamente, podem acontecer, ainda mais quando protagonizadas por um homem e um gato, – Isso mesmo! Um homem e um gato! – sendo que elas nem mesmo são comuns entre humanos.

A princípio, fiquei curiosa, pensando que o ônibus em que eu viajava, de Campinas a Nova Odessa, poderia ter quebrado. No entanto, quando percebi o que realmente estava acontecendo, a cena causou-me uma sensação de surpresa misturada à comoção; e eu admirei o motorista do ônibus por sua solidariedade e boa-vontade, sentimentos que – confesso eu – acredito estarem cada vez menos evidentes nos motoristas, independentemente do porte do veículo que dirigem e das vias pelas quais escolhem traçar seus caminhos.

O motorista parou o ônibus no acostamento da rodovia, desceu do veículo, andou 15 metros no asfalto para acolher em sua mão um gatinho branco vira-lata, abandonado, livrando-o, assim, da iminência de ser atropelado, pois os veículos trafegavam em alta velocidade e o filhotinho, obviamente, ignorava o perigo intrínseco à sua aventura de tentar, inocentemente, uma travessia por aquela via tão movimentada.

O bichano foi salvo e o motorista, sorrindo, voltou para o ônibus. Eu sorri também, claro. A viagem prosseguiu, comigo desejando muitos anos de vida àquele gatinho sortudo.

domingo, 24 de maio de 2009

Eu e meu Claro 3G

Quando me mudei pra São Carlos, precisava de ter internet. Internet implica em comunicação de baixo custo, já que se pode usar um skype, gtalk, msn, etc...

A questão é que no meu prédio não há disponibilidade de conexão do Virtua, e por opinião própria, não quero ter speedy. Afinal, pagar caro, pra um serviço que anda sem conexão com frequência, ninguém merece. Além de ter que pagar provedor...

Bem, nisso fui para a internet 3G. Terceira geração. É um tipo de conexão portátil, no sentido que "pega em qualquer lugar que tenha sinal de celular em 3G". As aspas não são decoração, pois realmente funcionar plenamente está longe de acontecer. Diversas vezes estou conversando com a Lari, e ficamos quase completamente loucos por conta dos delays que atrapalham nossas conexões.

Hoje pessoalmente fiquei puto da vida, pois queria muito conversar, e a conexão falhava. Não era o skype, pois uma conexão de 1Mbps estava com downloads de míseros 12KBps... O normal seria pelo menos uns 50KBps, com a limitação de 128Kbps que a claro te impõe quando você faz mais de 1GB de downloads no mês (puta sacanagem isso também). A Lari anda muito paciente, e disse pra me acalmar. Realmente ela é um anjo, pois, afinal o problema era meu e da Claro. Nisso desligamos ( pelo celular, TIM, porque internet adiós) com uma tristeza, típica de quem é roubado.

Fui tomar um banho pra desestressar um pouco, mas voltei pra máquina tentar ver o que poderia fazer sozinho (pois me canso de tentar soluções via telemarketings da vida). Nisso me deparo com um Blog da Claro. Nele acho antigas tentativas de melhoria de velocidade, tal como a troca do APN para bandalarga.claro.com.br. Porém nos comentários desse tópico acho uma discussão já rodada há meses, e que a primeira mensagem já não constava mais... Falava sobre atualizar o firmware do modem, pois haviam detectado uma série de bugs e isso dava resultado.

E bem, entrei na página dada, baixei o manual de atualização do Huawei E226 e os arquivos. Após tudo isso, BANG! Funcionou!

Moral da estória: 1- Leia atentamente fórums e blogs de internet; 2- Mantenha sempre seu hardware com software atualizado; Não desista facilmente, mesmo que as pessoas te pareçam confusas, alguém com uma boa alma irá ter escrito algo útil.

Os arquivos de alguns modems 3G da Claro, e seus manuais podem ser encontrados aqui. Um cuidado importante! Ao fazer a atualização de firmware, tal como em atualização de bios, é importante ter cuidado para não desligar a máquina, nem deixar-la muito carregada, para que o software de atualização não trave. Pois se isso rolar, pode danificar PERMANENTEMENTE seus componentes a serem atualizados. 

ps: Vamos ver por quanto tempo esse conserto me deixa sem dores de cabeça. 

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Por que "Zhivagando"?

Para algumas situações existem certos "impedimentos", para outras, não.

Sábado passado, 16 de maio, por diversos impedimentos, Ri e eu não conseguimos assistir ao show do Mawaca - uma das atrações da Virada Cultural em Jundiaí. Por outro lado, como não havia (e nunca há) impedimento algum capaz de nos fazer desistir de saborear um bom vinho tinto, fomos parar em um restaurante da cidade, com a intenção de comemorar nosso "aniversário".

Ri costuma dizer que o vinho consegue liberar o que há de melhor na gente... Realmente, foi isso que aconteceu conosco naquela ocasião... Costumamos ser muito falantes e adoramos conversar e o vinho é sempre capaz de potencializar essas características nossas. Porém, num determinado momento, diante da minha rápida introspecção, ele perguntou:

- Amor, por onde você está divagando?
Com um leve sorriso e, tentando fingir uma situação através de um olhar malicioso, respondi:
- Pensando em Yuri Zhivago!
(Para Larissa Antipova, mais conhecida como Lara, o verbo zhivagar - pensei comigo, em tom de brincadeira - poderia remeter à ação de se lembrar do Dr. Zhivago!)

A intenção de criarmos um blog em conjunto não foi inédita naquela noite e o trocadilho ecoou em minha memória quando tivemos que encontrar um nome para este blog.

Além da possibilidade de pensar no Dr. Zhivago e na importância desse e de outros filmes, gostaria que esse espaço adquirisse o sentido mais amplo de divagar: espero que nossas idéias, conversas, valores, sonhos, olhares, opiniões, etc, vaguem na rede sem a pretensão de ter destino e público-alvo escolhidos; bem como espero a não existência de uma pauta definida e que tenhamos a total liberdade de pularmos de um assunto ao outro, de um pensamento ao outro...

Despeço-me aqui!
Um abraço a todos aqueles que aceitam os compartilhamentos que eu e o Ri estamos querendo oferecer.



Lari

Bnegão - Dança do Patinho



Gostou? Bnegão e Seletores de Frequência. 04 de Junho no Festival do Calouro da UFSCar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O início daqui (pelo menos por mim)

Esse blog surge em um momento muito legal. Depois de três anos vagando pela blogosfera, aqui estou. Muitas vezes pensei em entrar em um blog multi-colaborativo, mas sempre uma coisa era um tanto restritiva. A parceria. Convergência de valores sempre foi algo muito importante nesse sentido, e pessoalmente muitas vezes não me senti à vontade de escrever em total liberdade de pensamentos. Sei lá, penso que um blog é um espaço que segue uma linha, e não um portal de conhecimentos (tal como Terra, UOL, etc).

Felizmente 2009 começa como um grande ano pra mim. Em amplos aspectos, estou mais completo. Saí da geologia, curso que pra mim ainda não tinha feito um apelo muito grande, e entrei na Imagem & Som da UFSCar. Mas também conheci a Lari, minha namorada.

Aliás por isso que posso começar esse blog colaborativo. Sempre disseram que você ao escolher alguém, deve, acima de tudo, escolher alguém com que goste de conversar. Tipo, conselhos de "filtro solar". Mas ao meu ver, ele tem valor. Realmente acertei muito nessa escolha, pois adoro conversar com ela (verdade amor). Gosto tanto, que acho que algumas de nossas conversas podem ser vivências mais amplas, e irrestritas ao nosso relacionamento. Quem não se preocupa com seu cotidiano, sua felicidade, e outras coisas tão diárias?

Esta, no meu ver, é a razão de ser desse blog. Partilhar de um pouco que pensamos, com o internauta casual, alguns amigos e todos os curiosos de plantão.

Aqui a periodicidade é quinzenal para cada um dos autores. No máximo, a cada quinze dias, cada um de nós estará aqui com um novo olhar (num esforço tremendo para ser "novo", hahaha). Esse tempo é meio longo, mas como estamos ainda na faculdade, trabalhando também, é bem justificável, já que queremos ter tempo de escrever com um mínimo de reflexão.

No mais, as postagens estarão abertas mediante moderação. Tentaremos responder com uma certa rapidez aos questionamentos.

No mais, fico aqui até o próximo post. Esse é introdução, e ainda não conta na minha cota quinzenal... ehhehe