segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Mensagens de Natal
Rena e Lapônia? Nordeste e jegue!
O Papai Noel jogaria uma pelada e tomaria uma cervejinha!
Desembarcaria de uma pipa.
Na ceia, comeria um tutu de feijão e beberia chimarrão. Talvez pediria um churrasquinho ou uma caipirinha.
Na despedida, depois de distribuir os presentes, daria um tapinha cordial nas costas da meninada e rumaria para uma roda de samba.
Feliz Natal a todas as pessoas!
Que a renovação da paz e da esperança prevaleça na mente e nas ações!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Piccola Stella Senza Cielo (?)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Além do Cidadão Kane
terça-feira, 17 de novembro de 2009
MOSTRA LUTA! de 21 a 28 de Novembro, no MIS, Campinas

HTTP://MOSTRALUTA.ORG/
PROGRAMAÇÃO GERAL
Após dois meses de seleção dos vídeos inscritos, eis que temos nossa programação! Foram 47 filmes enviados, de diversas partes do Brasil, de norte a sul do país. Para a seleção, levamos em consideração a diversidade de lutas sociais: a luta pela terra, por moradia, das comunidades quilombolas, do movimento negro e sindical, das mulheres, pela diversidade sexual, pelo direito à comunicação, a luta anti-manicomial, contra as opressões e as desigualdades sociais, a luta anti-capitalista. O que lamentamos é não termos todo o tempo que gostaríamos para incluir mais filmes, por isso, caso o seu filme não esteja na programação, ele será incluído nos acervos do Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas e do Coletivo de Comunicadores Populares, podendo ser exibido em outras mostras lutas itinerantes.
| 21/11 sábado | 22/11 domingo | 23/11 segunda | 24/11 terça | |
| 16h às 18h30 | Mesa de Abertura | Sessão 1 | Sessão 9 | Mesa: Panorama Fotografia e Cinema de Luta |
| 19h30 | Sessão de Abertura | Vídeos convidados | Sessão 2 | Sessão 3 |
| 25/11 quarta | 26/11 quinta | 27/11 sexta | 28/11 sábado | |
| 16h às 18h30 | Sessão 3 | Mesa: A criminalizacao dos movimentos sociais pela midia e a construção de mídias populares | Mesa: A luta pela comunicacao no Brasil | Sessão 7 |
| 19h30 | Sessão 4 | Sessão 5 | Sessão 6 | Sessão 8 |
SESSÂO DE ABERTURA
Linha de montagem (90 min) - O movimento sindical de São Bernardo do Campo entre 1978 e 81, quando se produziram as maiores greves, desafiando a repressão do final da ditadura militar. Debate com a presença do diretor do filme, Renato Tapajós.
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SESSÃO 1
Brad, uma noite a mais nas barricadas – (53 min)
Sementes da luta – (14 min)
A Ilusão viaja de Baú e a liberdade de bike – (11min)
Lágrimas de Ogum – (10 min)
O Processo – (8 min)
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SESSÃO 2
Cacunda di Librina (31 min)
As Ruas da Cómedia (30 min)
A Casa dos Mortos (24 min)
51° CONUNE 2009 (10 min)
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SESSÃO 3
Estudo de Cena: o Capital e a Religião - (34 min)
Cerrado de Milhares Maravilhas – (30 min)
Maria do Paraguaçu – (26 min)
Paris a neve e o sal – (7,5min)
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SESSÃO 4
Expedito em busca de outros nortes (75 min)
A Luta Continua (12 min)
Maria sem graça (7 min)
Grito dos excluídos 2008 no RJ (3 min)
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SESSÃO 5
Cinema de Quebrada (47 min)
Narrativas da Sé (20 min)
Solidariedade campo-cidade (12 min)
O Caminho da Música (12 min)
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SESSÃO 6
Porque lutamos! Resistência à ditadura militar (55 min)
Mulheres e o Mundo do Trabalho (26 min)
Manifesto contra as monoculturas e o deserto verde (6 min)
Primeiro de maio no RJ (3 min)
Favela Sinistra (3 min)
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SESSÃO 7
Nova Orleans, mardi gras e o furacão Katrina (5,4 min)
Tempo de Pedra (51 min)
Se me deixam sonhar… (curta metragem convidado – 40 min)
O Punk Morreu? (18 min)
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SESSÃO 8
25 anos do MST (58min)
Periferia Ação (33 min)
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SESSÃO 9
Zé Pureza (97 min)
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SESSÃO DE CONVIDADOS
Caso Shell: O lucro acima da vida (~ 28 min)
1 de Maio – Campinas (5 min)
Última Fronteira (30 min)
Vídeo do Coletivo Anti-Racismo do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região (35 min)
Acampamento Zumbi dos Palmares (MTST) (11 min)
Ato de luta das mulheres feministas (10 min)
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MESA DE ABERTURA
“O vídeo popular no Brasil”
Prof. Luiz Fernando Santoro (USP).
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DEBATE
“Panorama Fotografia e Cinema de Luta”
Debatedores: Orestes Toledo e João Zinclar.
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MESA REDONDA
“Criminalizacao dos Movimentos Sociais pela Mídia e a construção de Mídias populares”
Entidades convidadas: MST, MTST, TVCOT, Flaskô e Identidade.
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MESA REDONDA
“A Luta pela Comunicação no Brasil”
Entidades convidadas: Intervozes, Enecos, Rádio MUDA e Abraço.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
RTV Unicamp: Programa Especial Rondon Eirunepé
sábado, 31 de outubro de 2009
Clipe difícil de fazer...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
4ª Mostra Curta Audiovisual Campinas 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Não vou chutar o balde!
Para fingir que estou mantendo o meu compromisso, escrevo bobagens, - palavras de "desabafo" que, possivelmente, não interessam às outras pessoas, justamente por serem desabafos meus e de mais ninguém... rsrsrs
Então lá vai... :P
Hoje estou com vontade de chutar o balde!
Está chovendo, estou a fim de ir pra casa mas estou na aula, estou morrendo de sono mas sou obrigada a ficar acordada, quero beber cappucino mas tenho dor de estômago... bateu uma canseirinha e o corpo todo dói...
Mas por que não chuto o balde?
Afinal, nem tudo está perdido, rsrsrsrs
É melhor sentir tudo isso e estar satisfeita com o trabalho árduo realizado a me contentar em viver uma vida rasa :P
Meu lema para hoje: coração alegre + fé + trabalho
Beijos
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Programa "Registro Geral" - Expedição Cordilheira Branca 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Hoje é dia de vinho, muito vinho...
sábado, 29 de agosto de 2009
Tipologia da Solidão (Pelo menos para mim)
“Piccola stella senza cielo” (Luciano Liagbue).
“Sou um rouxinol preso em terra estrangeira e tu és minha gaiola dourada” (Filme “A Cor da Romã”, 1968).
Gosto dessas sentenças. Elas são tipos de solidão.
A primeira constitui-se em uma solidão completa: representa o desamparo, no qual parece não existir a possibilidade de se encontrar um lar ou algo que torne a solidão um tanto menos entristecedora. Já a segunda sugere que há momentos em que, mesmo na solidão, ainda há esperança: no meio do turbilhão – a terra estrangeira – existe ainda a permanência de algo na lembrança – a gaiola dourada – capaz de embelezar a visão e tornar o contexto ao redor menos opressor. Isso me remete a um soldado, em campo de batalha, admirando a fotografia de sua amada.
Gosto também de “But I still haven't found what I'm looking for” (U2) ou “You can go all around the world, trying to find something to do with your life, baby” (Cry Baby, Janis Joplin): são representações de uma solidão misturada à certa inquietação: onde quer que se vá, o que quer que se faça, com quem quer que se esteja, não tem jeito, a solidão permanece e, embora se tente, não se conhece o porquê de tamanha inquietação. Pode ser resumida por meio da famosa pergunta: “O que é que estou fazendo aqui?”.
Existe a solidão camuflada “Noi parliamo spesso si, ma è così, siamo soli” (Siamo Soli, Vasco Rossi). É aquela situação em que acontece a conversa entre as pessoas, porém não existe uma compreensão mútua ou uma verdadeira vontade de dialogar. Eu a resumiria da seguinte forma: “Caramba! Parece que estou falando com a parede!”.
Existe também a solidão provocada pela a ausência do ser amado, seja ela representada pelo período entre a despedida e o reencontro, seja ela devido ao fim de um relacionamento: “Diga que é pra ela voltar, que sem ela eu não faço nada bem” (Pra Ela Voltar, Nando Reis) ou “Se perdo te cosa farò? Io non so più restare sola, ti cercherò e piangerò come un bambino che ha paura”(Se perdo te, Patty Pravo), ou ainda, “Oh, if I could pray, and I try, dear, you might come back home, home to me” (Maybe, Janis Joplin). É uma solidão provocada por aquele que ao partir, levou consigo uma parte daquele que ficou.
Não importa a tipo da solidão; o remédio existe! Eu o chamaria de “All you need is love” (Beatles). Bem... Aí, eu poderia esquivar-me da “Tipologia da solidão” para me adentrar, então, na “Tipologia do amor”!
Eu, repórter!
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Festival de Inverno de Vinhedo

Memorial do Imigrante
Grupo de Trompetes Triunfais
* clarinadas
20h - Orquestra Paulistana de Viola Caipira
10h - Instrumental Ômega
14h - Workshop com Derico
16h - Rick & Kelly (infantil)
* Circo teatral que utiliza música ao vivo (charanga) na trilha sonora
18h - Juliano Rodrigues e Banda
*Contrabaixista, apresentará músicas próprias, standard de jazz e MPB
20h - Duo Sciotti, com Derico
30/08/2009 - Domingo
Memorial do Imigrante
18h00 - Jorge Cirilo Quarteto
*Saxofonista e flautista; apresentação de jazz, chorinho e bossa nova
20h00 - Big Band Unicamp
* Instrumental: repertório eclético que mescla clássicos do jazz, chorinho, samba, bossa nova.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Como você enxerga o mundo?
Untitled
Um pouco de memória musical - Scalla FM
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Estrada
"Ao longo daquela longínqua estrada
Percorrida por vocês, imigrantes.
No caminho difícil e vencido,
Oh! Quantas vezes até agora
Têm os ipês florescidos?"
Poema da Imperatriz Japonesa Michiko, na Cerimônia de Leitura de Poesia, no ano novo de 1998.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Brasil tentado pelo belicismo americano
domingo, 9 de agosto de 2009
Meio intelectual, meio de esquerda
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Bar ruim é lindo, bicho!
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).
– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Epson Stylus C67 - Problema de troca de peças
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Por um triz...
... e ressuscitar...
Por alguns instantes nossos olhares ficaram equalizados em uma frequência que só nós dois pudemos conhecer: seus olhos estatelados se moveram em direção aos meus olhos, já estatelados... enquanto eu temia que a minha fotografia daquele momento de apreensão seria a última imagem que meu pai veria antes de partir, para sempre.
No hospital eu e ele passamos algum tempo conversando sobre a nossa impotência diante de alguns acontecimentos: como é desconfortável ver uma pessoa sadia ficar doente; a angústia trazida pela obrigação de aceitar o fato de não se ter o controle sobre aquilo que não pode ser controlado...
Meu pai dormiu em companhia de minha mãe. Eu fui para casa. Telefonei para o meu namorado e pedi para ele cuidar de si com carinho... (quando sou surpreendida por algum acontecimento grave e triste, fico apreensiva e passo a temer que o mal se alastre para a vida de todos os entes queridos).
Depois de uma noite especialmente não dormida, no sábado pela manhã voltei à cozinha e tentei imaginar um travesseiro grande e macio, capaz de amortecer a queda: tentativa de inventar uma versão mais confortável de uma cena que ainda me angustia, fragiliza e ecoa constantemente em minha memória.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Simonal e suas arte-manhas
quinta-feira, 23 de julho de 2009
FEST ARUANDA
Para maiores informações, acesse Fest Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Herbert de Perto - 2006(?)
Isso sucinta algumas coisas, tal como uma pequena avant-premiere onde o filme tenha sido pré-lançado, e apenas um indivíduo tenha assistido. Pois nunca os comentários foram tão sucintos, convergentes, e sem outros comentários de avaliação de usuários na internet.
Digo isso, pois ontem tive o prazer (afinal reiterei ontem a minha grande condição de fã dos Paralamas e seu trabalho) de assistir à estréia do "Herbert de Perto" no II Festival Paulínia de Cinema. Em som e imagens de alta qualidade, foi narrada uma estória particular, mesmo sendo Herbert Vianna uma pessoa pública, onde se tratam os primórdios da Família Vianna, o desenvolvimento de Herbert na música, o início da amizade com Bi Ribeiro, e por conseguinte a formação da banda, a Saída de Vital (que é não mais que citado no filme) e a entrada de João Barone na Bateria, entre outras minúcias.
Foi retratado, por motívos obvios, o evento do acidente com ultraleve no qual Herbert quase morre e perde a esposa. O processo de sua recuperação é contado também.
Isso tudo, porém, é constante nesses diversos sites de cinema, e o google é capaz de mostrar essa mesmice com melhor acurácia. O que não é citado lá, é que nesse filme é retratada grande parte da personalidade de Herbert. Seu amor pela música, a relação com a família (e esta com ele), o carinho da relação com os amigos, e por último, mas mais importante, o grande amor por Lucy (esposa) e seus filhos. É revelada, de forma natural, a sensibilidade dele, sempre permitindo conexões com as músicas que estava produzindo e o momento de sua vida. Isso enriquece tanto o filme, mas também, de maneira primorosa, a dedicação de Herbert Vianna, e também de Bi Ribeiro e João Barone em materializar esses sentimentos em música.
É inegável que nesse texto há tendência. Mas não sou jornalista para ficar pregando imparcialidades, e reitero que para mim, essa visão me soou linda pelo simples fato de confirmar a grande empatia que tinha pelos ideais pregados na música dos Paralamas e pelo Herbert. Mas também por ver que Bi e Barone são grandes companheiros, eliminando nessa banda o mito do front man e seguindo a tendência, elucidada pelo Gilberto Gil de um power trio, onde não só individualidades fazem a diferença, mas sim as singularidades. É um filme para se apreciar. Parabéns extensos a Roberto Berliner e Paulo Bronz, pois é um filme que dá gosto em assistir durante a hora em que se passa, e de se lembrar depois disso.
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
II Festival Paulínia de Cinema: Programação
Informações complementares podem ser obtidas no site oficial do evento: http://www.festivalpaulinia.com.br/festival/index.php
As exibições da seleção oficial acontecerão entre os dias 10 e 15 de julho, no Theatro Municipal de Paulínia, com entrada franca, conforme programação a seguir:
Férias...
Registro meus agradecimentos ao Ri e amigos, pelo apoio que me deram durante a fase de transição!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
César Nunes fala em ética nos cinco anos da Ouvidoria do HC
terça-feira, 30 de junho de 2009
Parabéns à Ouvidoria do Hospital de Clínicas da Unicamp
Através desta postagem, proponho-me a testemunhar a favor desta Ouvidoria pois, apesar do curto período de tempo em que estagiei nesse espaço, pude observar a sua importância perante à sociedade e a forma de como as funções atribuídas a ele são realizadas.
Diariamente, diversos usuários (paciente, familiares de paciente, funcionários) chegam com seus elogios, solicitações e reclamações, sendo estas últimas o motivo mais freqüente que os encaminham à Ouvidoria. Esta, intermedeia, de forma democrática e imparcial, os processos correntes entre as partes envolvidas.
Os processos são formados pelas seguintes etapas:
1) a ouvidora registra a demanda do usuário;
2) é feita uma análise imparcial do caso;
3) a demanda é encaminhada à chefia do setor;
4) a ouvidoria recebe a resposta referente à demanda e
5) uma devolutiva é rapassada ao usuário.
O aspecto mais interessante desse processo consiste no fato de que cada demanda é identificada por um número. O usuário obtém esse número e por meio dele pode acompanhar o desenrolar de seu apontamento.
Por eu prezar por uma conduta ética e sigilosa, infelizmente não posso compartilhar os casos que presenciei.
Presto minhas homenagens à Equipe da Ouvidoria: Mirian, Maria Amélia, Rogério, Railda, Thaís e estagiários que, com prontidão, respeito, competência e carinho, conseguem realizar de forma admirável e humanizada o trabalho que lhes é proposto.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
"Os Filhos" em "O Profeta", de Khalil Gibran
quinta-feira, 25 de junho de 2009
II Festival Paulínia de Cinema / Encerramento com show dos Paralamas do Sucesso
| II Festival Paulínia de Cinema divulga filmes selecionados |
| À Deriva, de Heitor Dhalia, é o filme de abertura (dia 9) e Tempos de Paz, de Daniel Filho, encerra o festival no dia 16 Fonte: Paulínia News |
Os filmes selecionados para a II Festival Paulínia de Cinema, que acontece no período de 09 a 16 de julho, já estão definidos. A Comissão organizadora do Festival, formada pelo Secretário de Cultura Emerson Alves, pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e pelo produtor Ivan Melo, divulgou os filmes selecionados. O Festival recebeu um total de 221 inscrições, sendo 26 longas de ficção, 32 documentários em longa metragem, 127 curtas nacionais e ainda 36 curtas regionais. Os filmes que concorrem a prêmios de 650 mil reais serão exibidos entre os dias 10 e 15 de julho, no Theatro Municipal de Paulínia. No encerramento, depois da exibição de “Tempos de paz” , serão entregues os prêmios do festival e, após a cerimônia de premiação, os convidados poderão ainda assistir ao show da Banda Os Paralamas do Sucesso. De 10 a 15 , sempre às 16 horas, no Theatro Municipal de Paulínia, acontece ainda, dentro da programação oficial do Festival, a Mostra Paralela, a exibição de seis longas de sucesso lançados comercialmente no período que compreende julho de 2008 a junho de 2009. A entrada é franca. Antes das exibições dos filmes da Seleção Oficial, o festival homenageia os grandes destaques do ano, entre eles Lilian Cabral, Sandra Corveloni, Claudio Torres, Toni Ramos, Gloria Pires e Cesar Charlone. Para a população da cidade a grande novidade é a IV Mostra Paulínia de Cinema, que a partir deste ano acontece paralelamente à programação do Festival. Com uma programação que visa principalmente à formação de público, a Secretaria de Cultura vai instalar telas de cinema montadas ao ar livre em cinco bairros da cidade, onde serão exibidos 10 grandes sucessos da Globo Filmes, uma homenagem aos 10 anos da distribuidora Carioca. Filmes da Seleção Oficial do Festival, assim como das mostras paralelas e ainda da IV Mostra Paulínia de Cinema: Longas de ficção 1 - O Contador de histórias, de Luiz Villaça - SP2 - Destino, de Moacyr Góes - RJ 3 - Enquanto Dura o Amor, de Roberto Moreira - SP 4 - No Meu Lugar, de Eduardo Valente -RJ 5 - Olhos azuis, de José Joffily - RJ 6 - Antes que o mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo - RS Documentários 1 - Caro Francis, de Nelson Hoineff - RJ 1 - Vida Vertiginosa, de Luiz Carlos Lacerda - RJ Curtas Regionais Mostra Paralela 1 - A Mulher Invisível, de Claudio Torres IV Mostra Paulínia de Cinema 1 - SANEAMENTO BASICO, O FILME, de Jorge Furtado Filmes de longa metragem Categoria / Valores Filme de curta-metragem - Nacional Melhor filme Nacional - 20.000 Melhor filme - 20.000 Júri Popular Melhor longa ficção - 30.000 Concurso de Roteiros Além da premiação dos filmes, o II Festival Paulínia de Cinema premiará um roteiro inédito com R$ 45 mil. Foram recebidos mais de 80 roteiros que serão avaliados por um Júri formado pelo cineasta Djalma Limonji Batista, pelo jornalista e dramaturgo Sergio Roveri e pela Dramaturga e Script Doctor Christiane Riera. Esse prêmio será anunciado na cerimônia de encerramento do Festival. Atividades paralelas- Debates |
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Paralamas do Sucesso - Tendo a Lua
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim
O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Enfim... Hoje é o Dia do Batizado
Talvez os amigos que ontem me cumprimentaram de forma jocosa, (rsrs) hoje possam saber que, de agora em diante, não só tenho sentimento e me auto-denomino jornalista mas, como também, passo a exercer, de maneira mais atuante, a profissão! Sem diploma, é claro...
Meus agradecimentos a RTV UNICAMP, ao Prof Paiva e aos amigos especiais: Ri, Mayra, Fabi, Cris e Wellington, os quais sempre me deram apoio.
Panfletagens - Eventos no "Espaço Cultural Casa do Lago"
Para consultar a programação completa dos eventos divulgados abaixo, basta clicar no link
Espaço Cultural Casa do Lago


Mostra ‘Curta Campinas’ 2009
Festival de Curta-Metragens
27/06 a 03/07
27/06 - 14h - Abertura
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Rio, 40 graus
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Entrevista minha na Rádio UFSCar
terça-feira, 16 de junho de 2009
Sonho que vira realidade
sábado, 13 de junho de 2009
Onde está o seu lar?
Por analogia, eu também teria minha casa própria, inseparável de mim: meu corpo, minha mente, minha alma... (repletos de vontades, sonhos e sentimentos).
Essa percepção tornou-se um tanto mais evidente hoje à tarde: em meio ao tumulto causado pela a multidão que descia do ônibus, um cara, involuntariamente, pisou no meu pé e acabou por debilitar ainda mais o meu dedão esquerdo que já se encontrava machucado. Naquele momento, senti-me agredida e uma dor aguda arrancou minhas lágrimas. Pareceu-me que o chão da minha casa havia sucumbido assim como os telhados das casas dos Três Porquinhos sucumbem diante da ação do Lobo-Mau. Por alguns instantes senti-me desabrigada...
Há algum tempo tenho refletido o que é ter um lar, se eu o tenho e, se sim, onde ele estaria localizado – perguntas e respostas difíceis.
A relação entre o lar e o seu morador funciona apenas quando ela possui traços marcantes de reciprocidade: por um lado, cabe ao lar oferecer abrigo, proteção, segurança, acolhimento, aconchego, liberdade e conforto ao seu morador. Por outro lado, espera-se que o morador perceba essas vocações e se sinta abrigado, protegido, seguro, acolhido, aconchegado, liberto, confortável e, o mais importante, identificado com seu lar. Se isso não acontecer plenamente, existe habitação, não lar.
Viajando de Campinas para Nova Odessa, as minhas reflexões ainda permaneceram ao longo de todo o trajeto, tornando-se mais aguçados pela noite fria e chuvosa – contexto propício a conduzir-me a querer chegar logo em casa, para tomar um banho, me aquecer e tomar uma xícara de chocolate quente, pois cappucino costuma causar-me insônia.
Viajei sentada ao fundo do ônibus, em frente à porta de saída. Comecei a perceber que o lar não está obrigatoriamente associado à edificação: à minha direita, alguns bancos mais à frente, uma jovem mãe abrigava em seu colo a sua criança, dando a ela amor, carinho e aconchego. Por meio desses gestos, o menininho encontrou o seu lar no corpo de sua mãe.
Três bancos a minha frente, um casal de namorados viajou abraçado, trocando beijos e carinhos ao longo de todo o percurso. Olhavam-se nos olhos e pareciam reciprocamente aconchegados. Tive vontade de tirar uma foto dessa cena – minha câmera estava na minha bolsa, mas não fui suficientemente audaciosa para alcançá-la e disparar um click, mesmo que o fizesse sem que o casal percebesse a minha ação. Essa cena lembrou-me de minhas segundas-feiras, quando eu e o Ri viajamos de Jundiaí a Campinas, e de nossos finais de semana passados juntos. Pode ser que seja em companhia dele que encontro um dos meus possíveis lares: o Ri me abriga, protege, acolhe, aconchega e conforta através de seu olhar único – ele possui a coloração mais surpreendente –, de seu amor, de sua predisposição ao diálogo, de sua iniciativa em me aconchegar junto ao seu peito... (- Vieni qua, amore mio!)
A verdade é que eu não possuo um único lar e, é por isso, que necessito descobrir onde estão localizados os meus outros lares possíveis. Desta forma, passo agora a me perguntar: ONDE “eu gosto de saborear um bom vinho tinto ou um cappucino?”; “gostaria de estar quando eu me sentir triste ou alegre?”; “choro desmedidamente?”; “encontro a minha família?”; “gosto de estudar italiano?”; “sinto-me à vontade para reunir meus amigos?”; “tomo banho despreocupadamente?”; “sento-me para ler ou escrever?”; “guardo meus objetos pessoais?”; “uso o telefone com privacidade?”; “tenho a chave da porta?”; “está localizada a minha cama?”; “sinto-me inspirada a fazer bolo de maçã com canela?”; “posso ficar de camisola?”; “deito e coloco os pés no sofá?”; “posso sair de toalha do banho?”...
Infinitos questionamentos como esses, se respondidos em conjunto poderiam, talvez, remeter-me ao meu lar. Talvez o local que acomodasse a maioria das respostas às questões poderia ser o meu lar. Onde está o meu lar? Tenho fragmentos espalhados de lar que, se pudessem ser ajuntados, provavelmente, não formariam um lar completo. Mas será que cada fragmento desses, por si só, já não seria uma parte completa do lar?
"Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" - Comentários
Os comentários a seguir são tecidos sob a percepção de uma mera espectadora. De maneira alguma, intenciona-se aqui fazer uma crítica de cinema – até porque não tenho méritos para isso. Esse comentário é o resultado de um exercício proposto em uma das aulas do curso livre “Cinema e... Redação”, ministrado por Fátima Gigliotti, na Cenapec [1]. O tema da aula em questão era conseguir perceber a voz própria do autor, seja ela falada ou escrita, seu desenvolvimento, manifestação e recepção.
O ato de contar histórias – sejam elas verídicas, inventadas ou uma mistura de ambos os aspectos; baseadas na própria vivência ou nas experiências alheias – faz parte do cotidiano das pessoas e isso ocorre devido à necessidade intrínseca ao ser humano de se comunicar e de se desenvolver como um ser social. Evidentemente, cada pessoa pratica esse ato de forma particular e subjetiva: umas utilizam-se mais da realidade, outras, da fantasia e criatividade.
Como não poderia deixar de ser, é para atender a essas necessidades que eu também conto histórias! Esse ato – não só para mim, mas para todas as pessoas, acredito eu – dá-se principalmente através da fala. Porém, é através da escrita que consigo não só escolher a melhor palavra como também encontrar o melhor encadeamento das frases esperando, assim, construir uma comunicação mais eficiente. Nas minhas histórias, escolho a realidade em detrimento da fantasia mas, nem por isso, elas são isentas de um olhar subjetivo. Essa é a forma de desenvolvimento e de manifestação da minha voz própria.
E o “(...) encontrar a própria voz como escritor significa (...) sentir-se inteiramente livre dentro da própria pele. É uma grandiosa libertação. No entanto, a única maneira de se chegar a isso é por meio de minuciosa (...) atenção aos detalhes [2]: ‘Uma frase nasce para o mundo ao mesmo tempo boa e ruim. O segredo está em uma ligeira e quase imperceptível torção ...’”[3].
A voz própria também se manifesta através da palavra falada e, por isso, como poderíamos identificar a voz própria de Edward Bloom, ao ouvi-lo contar suas histórias?
Para Edward Bloom, protagonista do filme Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, a prática de contar histórias é algo muito além da necessidade de relatar um acontecimento: Edward apóia-se na fantasia em detrimento da realidade e, dessa forma, consegue não só recriar o acontecimento sob seu ponto de vista particular, como também busca manipulá-lo com a intenção de o fazer adquirir uma conotação heróica, excêntrica, excepcional... Livrando-o, assim, da banalidade.
É lógico pensar que para cada voz deve existir um modo de como o ouvinte aprende a escutar essa voz e reagir a ela [4]. Logo, é possível observar que no filme cada ente da família de Edward “ouve” as histórias e “reage” a elas de forma subjetiva: Will Bloom, filho de Edward, acredita que o pai não consegue suportar a realidade entediante que o cerca. Para Josephine, nora do protagonista, o sogro apenas possui uma visão romântica dos acontecimentos. Já Sandra, a esposa de Edward, sabe que as histórias, embora pareçam, não são totalmente inventadas.
Para mim, Edward se permite ter um olhar poético sobre a sua própria vida. Quando era garoto, adquiriu esse privilégio no momento em que a bruxa lhe mostra, através de seu olho mágico, quando e como ele morreria. Resolvido esse questionamento – fonte de grandes angústias e amarras para a maioria dos seres humanos – ocorreu a sua libertação. Alforriado dessa angústia, o protagonista pôde viver intensamente e com grande liberdade suas experiências. É somente por usufruir dessa liberdade que Edward encontra, desenvolve e manifesta a sua voz própria da maneira que a reconhecemos no filme.
1. Cenapec – Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais/ Biblioteca Adir Gigliotti é uma associação cultural sem fins lucrativos, reconhecida como de Utilidade Pública pela Prefeitura de Campinas e Ponto de Cultura Nacional. Sediada em Campinas, Rua São Salvador, 301, Taquaral, www.cenapec.org.br.
3. Babel, citado
quarta-feira, 3 de junho de 2009
"A Última Crônica", por Fernando Sabino
A ÚLTIMA CRÔNICA
(por Fernando Sabino, publicada no livro A Companheira de Viagem, 1965)
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
"O Encontro": Curta metragem proibido de Claude Lelouch
Prenda a respiração e passeie por Paris a mais de 300 km/h !
Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse. O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur.
Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.
Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
140 Km são transponíveis? Depende...
Porém, é lamentável quando, apesar de toda a tecnologia envolvida no seu desenvolvimento, esses meios falham e simplesmente não funcionam. Falo especificamente do Claro 3G que, na minha concepção, é uma porcaria de produto e deve ser melhorado em muitos aspectos: seja dia ou noite, faça chuva ou faça sol, céu estrelado ou céu encoberto, ele é totalmente instável e falha em sua principal função: facilitar a comunicação!
O fato de a conexão pelo Claro 3G não ser satisfatória dificulta bastante a nossa comunicação, pois provoca instabilidade no Skype – esse é um dos principais meios que eu e o Ri costumamos utilizar para conversarmos quando não estamos juntos. Durante as nossas conversas, as frases mais freqüentes costumam ser: “Amor, você está me ouvindo?”; “Amor, não consigo te ouvir!”; “Amor, as palavras estão cortadas!”; “Amor, as frases estão chegando com atraso!” ou “Amor, as frases estão chegando aceleradas!”; “Amor, você pode repetir o que acabou de dizer?”; “Amor, liga novamente para ver se as coisas melhoram!”...
O pior é quando nos “conformamos” e chegamos a dizer: “Pelo menos, não estamos gastando com ligações interurbanas!”; “Na lan house não há privacidade”; “Os nossos celulares têm DDD diferentes!”; “Lembre-se das dificuldades dos casais de antigamente!”...
Infelizmente, ontem à noite, senti que São Carlos e Nova Odessa estavam em planetas diferentes e que os 140 Km, “apenas”, que separam as duas cidades tornaram-se intransponíveis, já que nunca nos pareceu tão difícil travar uma conversa e, nunca antes, tivemos que repetir, com tamanha freqüência, as frases exemplificadas acima. Sentimos vontade de “jogar fora” o Claro 3G e, por conta desse transtorno, a única – e, economicamente, quase inviável – opção foi ele pegar o Tim 11 dele e ligar para mim, no meu Claro 19.
Resultado: conseguimos nos falar por, míseros, 60 segundos e, apesar de tudo, ainda tivemos tempo e oportunidade para um dizer ao outro: “Eu te amo!”.
Cena Inusitada...
A princípio, fiquei curiosa, pensando que o ônibus em que eu viajava, de Campinas a Nova Odessa, poderia ter quebrado. No entanto, quando percebi o que realmente estava acontecendo, a cena causou-me uma sensação de surpresa misturada à comoção; e eu admirei o motorista do ônibus por sua solidariedade e boa-vontade, sentimentos que – confesso eu – acredito estarem cada vez menos evidentes nos motoristas, independentemente do porte do veículo que dirigem e das vias pelas quais escolhem traçar seus caminhos.
O motorista parou o ônibus no acostamento da rodovia, desceu do veículo, andou 15 metros no asfalto para acolher em sua mão um gatinho branco vira-lata, abandonado, livrando-o, assim, da iminência de ser atropelado, pois os veículos trafegavam em alta velocidade e o filhotinho, obviamente, ignorava o perigo intrínseco à sua aventura de tentar, inocentemente, uma travessia por aquela via tão movimentada.
O bichano foi salvo e o motorista, sorrindo, voltou para o ônibus. Eu sorri também, claro. A viagem prosseguiu, comigo desejando muitos anos de vida àquele gatinho sortudo.
domingo, 24 de maio de 2009
Eu e meu Claro 3G
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Por que "Zhivagando"?
Sábado passado, 16 de maio, por diversos impedimentos, Ri e eu não conseguimos assistir ao show do Mawaca - uma das atrações da Virada Cultural em Jundiaí. Por outro lado, como não havia (e nunca há) impedimento algum capaz de nos fazer desistir de saborear um bom vinho tinto, fomos parar em um restaurante da cidade, com a intenção de comemorar nosso "aniversário".
Ri costuma dizer que o vinho consegue liberar o que há de melhor na gente... Realmente, foi isso que aconteceu conosco naquela ocasião... Costumamos ser muito falantes e adoramos conversar e o vinho é sempre capaz de potencializar essas características nossas. Porém, num determinado momento, diante da minha rápida introspecção, ele perguntou:
- Amor, por onde você está divagando?
Com um leve sorriso e, tentando fingir uma situação através de um olhar malicioso, respondi:
- Pensando em Yuri Zhivago!
(Para Larissa Antipova, mais conhecida como Lara, o verbo zhivagar - pensei comigo, em tom de brincadeira - poderia remeter à ação de se lembrar do Dr. Zhivago!)
A intenção de criarmos um blog em conjunto não foi inédita naquela noite e o trocadilho ecoou em minha memória quando tivemos que encontrar um nome para este blog.
Além da possibilidade de pensar no Dr. Zhivago e na importância desse e de outros filmes, gostaria que esse espaço adquirisse o sentido mais amplo de divagar: espero que nossas idéias, conversas, valores, sonhos, olhares, opiniões, etc, vaguem na rede sem a pretensão de ter destino e público-alvo escolhidos; bem como espero a não existência de uma pauta definida e que tenhamos a total liberdade de pularmos de um assunto ao outro, de um pensamento ao outro...
Despeço-me aqui!
Um abraço a todos aqueles que aceitam os compartilhamentos que eu e o Ri estamos querendo oferecer.
Lari
Bnegão - Dança do Patinho
Gostou? Bnegão e Seletores de Frequência. 04 de Junho no Festival do Calouro da UFSCar.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O início daqui (pelo menos por mim)
Felizmente 2009 começa como um grande ano pra mim. Em amplos aspectos, estou mais completo. Saí da geologia, curso que pra mim ainda não tinha feito um apelo muito grande, e entrei na Imagem & Som da UFSCar. Mas também conheci a Lari, minha namorada.
Aliás por isso que posso começar esse blog colaborativo. Sempre disseram que você ao escolher alguém, deve, acima de tudo, escolher alguém com que goste de conversar. Tipo, conselhos de "filtro solar". Mas ao meu ver, ele tem valor. Realmente acertei muito nessa escolha, pois adoro conversar com ela (verdade amor). Gosto tanto, que acho que algumas de nossas conversas podem ser vivências mais amplas, e irrestritas ao nosso relacionamento. Quem não se preocupa com seu cotidiano, sua felicidade, e outras coisas tão diárias?
Esta, no meu ver, é a razão de ser desse blog. Partilhar de um pouco que pensamos, com o internauta casual, alguns amigos e todos os curiosos de plantão.
Aqui a periodicidade é quinzenal para cada um dos autores. No máximo, a cada quinze dias, cada um de nós estará aqui com um novo olhar (num esforço tremendo para ser "novo", hahaha). Esse tempo é meio longo, mas como estamos ainda na faculdade, trabalhando também, é bem justificável, já que queremos ter tempo de escrever com um mínimo de reflexão.
No mais, as postagens estarão abertas mediante moderação. Tentaremos responder com uma certa rapidez aos questionamentos.
No mais, fico aqui até o próximo post. Esse é introdução, e ainda não conta na minha cota quinzenal... ehhehe




